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quinta, 27/07/2017, 21:30h
Paraty

Scholastique Mukasonga na Flip 2017

quinta 27 de julho às 21h30

Scholastique Mukasonga participará da mesa ”Em nome da mãe”, (Mesa 6) com a autora Noemi Jaffe para falar de histórias de guerras e de sobrevivência, de invenções e reconstruções artísticas a partir do ponto de vista feminino, no encontro entre uma brasileira filha de uma sobrevivente de Auschwitz e de uma ruandesa tutsi que perdeu a família no genocídio e é influenciada pela literatura do holocausto.

Sábado 29 de julho às 16h

Mesa-redonda na casa “Paratodos”

Domingo 30 de julho às 15h

Scholastique Mukasonga participará da mesa “Livro de cabeceira” (Mesa 18), com os autores Alberto Mussa, Ana Miranda, Djaimilia Pereira de Almeida, Patrick Deville, Paul Beatty, William Finnegan.

Sobre a autora

“O genocídio de Ruanda fez de mim uma escritora. Em 2004,quando tive coragem de ir à minha cidade-natal tomei consciência do meu compromisso com a memória, porque eu podia escrever.”

Uma das vozes africanas mais premiadas hoje, Scholastique Mukasonga sobreviveu ao genocídio de Ruanda e, estabelecida na França, tornou-se escritora. Primeiro influenciada pela literatura da Shoah, iniciou uma série delivros autobiográficos com estreita ligação com a tragédia em seu país natal.Em 2010, publicou seu primeiro romance, Nossa Senhora do Nilo, vencedor do Ahmadou-Kourouma e do Renaudot, em 2012. Avida em Ruanda, os conflitos étnicos que culminaram com o genocídio em 1994, a família e a atuação feminina na reconstrução do país – Ruanda é hoje o único país do mundo a ter maioria feminina no Parlamento – compõem a ficção da escritora, que vem ao Brasil pela primeira vez para participar da Flip 2017, que acontece de 26 a 30 de julho em Paraty.

Nascida em 1956, Scholastique Mukasonga conviveu desde a infância com a violência e a discriminação oriundas dos conflitos étnicos em seu país.

Em 1960, sua família foi forçada a ir viver em Bugeresa, uma das áreas mais pobres e inóspitas de Ruanda. Anos depois, Mukasonga foi força a deixar a escola de serviço social em Butare e ir viver em Burundi.

Dois anos antes do genocídio em Ruanda, Mukasonga mudou-se para a França, onde vive até hoje e publicou, pela Gallimard, o livro autobiográfico Inyenzi ou les Cafards,que marcou sua entrada na literatura, em 2006. Foram publicados na sequencia La femme aux pieds nus, em 2008, e L’Iguifou, em 2010.

Seu primeiro romance, Notre-Dame du Nil, serápublicado no Brasil com o título Nossa Senhora do Nilo e tradução de Marília Garcia pela Nós, por ocasião da Flip,marcando a estreia da autora no mercado brasileiro.

Ganhador dos prêmios Ahamadou Kourouma e do Renaudot em 2012 e dos prêmios Océans France Ô,em 2013, e do French Voices Award, em 2014, o romance se passa em Ruanda, num colégio de Ensino Médio para jovem meninas, situado no cume Congo-Nilo a 2500 metros de altitude, perto das fontes do grande rio egípcio, onde garotas de origem Tutsi são limitadas a 10% do corpo de alunos.

Além de Nossa Senhora do Nilo, a Nós publicará –também com tradução de Marília Garcia – o romance-memorialista La femme aux pieds nus (A Mulher de Pés Descalços), sobre o relacionamento da autora com sua mãe, que morreu com os pés descalços –contrariando a tradição local – pela ausência da filha.

“Scholastique Mukasonga é uma nova voz da África estabelecida com prestígio no circuito literário francês, o que quer dizer que temos livros que merecem ser lidos pela grande qualidade e, além disso, também temos uma autora com uma história de vida interessante e admirável de conhecer”, afirma a curadora da Flip 2017, Joselia Aguiar.

“A estreia da Scholastique Mukasonga no Brasil não poderia acontecer em um momento mais propicio, no qual o país se defronta com uma série de divisões que esgarçam o tecido social”,afirma Mauro Munhoz, diretor-geral da Flip. “A vinda da Scholastique permitirá a experiência de compreender a presença feminina na política em um contexto muito particular, como o de Ruanda.”

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