A Biblioteca Pública de Informação (BPI) do Centro George Pompidou (Beaubourg), em Paris, em colaboração com Serviço do Livro e da Leitura do Ministério da Cultura francês acaba de publicar um estudo, feito em 2007, sobre os usos e representações das livrarias independentes nas cidades.
Esse estudo, realizado pelos sociólogos Fabrice Raffin et Sonja Kellenberger, especialistas nos domÃnios da cultura, da cidade e da cidadania, coloca em foco o tripé cliente-livraria-território. Um dos argumentos é que se a livraria tem sua origem no projeto do livreiro, os usuários contribuem para sua evolução. E se ela tem um sentido na dinâmica da cidade, está contribuindo para o reequilibrio e a descentralização territorial (questão sempre incontornável nas polÃticas públicas francesas).
As livrarias são essencialmente lugares sociais, lugares para leitura e conversa mas também para encontros fortuitos, reencontros e estudos – mostra o texto. Em uma pesquisa feita pela Ipsos para o periódico LivresHebdo, por exemplo, 58% dos clientes afirmam abrir a porta de uma livraria com a intenção de comprar um livro, mas 42% esperam simplesmente dar um volta ou ver os livros: “Enquanto a livraria La Galerne estava presente, existia um mundo. Para mim, quando ela fechou, as outras lojas desapareceram e a vida desapareceu.”, diz um entrevistado. “A livraria desempenha um determinado papel na vida de uma cidade. Se ela não tem uma livraria, não caminhará.”, diz outro.
O estudo está disponÃvel gratuitamente (em pdf e em francês) no site da BPI: clique aqui
[Fonte: Livres-Hebdo, n° 865, maio 2011]