A Mediateca da Maison de France oferece nesse espaço, atualizado regularmente, as novidades do mês que mais chamaram a atenção da equipe.
A equipe e suas respectivas áreas de atuação: Rafael Viegas Biblioteconomia, Filosofia, Psicanálise, Sociologia, Antropologia, Religião e Arte (Cinema, Música, Fotografia). Luiz Miranda Audiovisual, Linguística, Turismo/Geografia, Periódicos e Biblioteca do Aprendiz. André Sena História, Relações Internacionais, Direito, Economia, Dança e Teatro. Alessandra Santos Romance – policial e ficção científica -, História em Quadrinhos, Música francesa e Ciência e Tecnologia.
Outras novidades podem ser encontradas acessando o acervo online da Mediateca.


Somente o mar poderá preencher o vazio inconcebível deixado pela partida de Sarah. Assim, Paul leva seus filhos pequenos para Saint-Malo, para esquecer, respirar e reaprender a viver.

Prémices du geste dansant – manuel d’apprentissage de la danse classique, escrito por Roger Tully, como o nome diz, é um manual de aprendizagem da dança moderna. Os ensinamentos da obra são baseados no eixo corporal e não na dança como movimentos de pernas e braços. Os princípios de “prémices du geste dansant” são universais e se apresentam nas diversas formas artísticas. A dança para Tully não tem nada de forçado, é uma expressão natural do corpo. E o eixo do corpo se define em cada novo movimento. A dança, assim como as artes, é uma forma de expandir a visão do mundo, mantendo-se sempre centrado.


De autoria de Philippe Moreau Defarges, professor na Sciences-Po Paris, Relations Internationales constitui uma obra dividida em dois volumes, revisados e atualizados recentemente. No primeiro volume, que trata de questões regionais, o pesquisador põe em questão as especificidades da dinâmica geográfica, cultural, religiosa, econômica e política de cada parte do mundo, como por exemplo a influência do islã no Oriente Médio e a herança das fronteiras estatais deixadas pelos colonizadores na África. No segundo volume, o autor aborda a mundialização revolucionária dos anos 2000, através da emergência de novas potências mundiais e de conflitos ligados ao processo de democratização. Para tanto, utiliza-se de um procedimento pedagógico, definindo e explicando noções, dados essenciais e apresentando argumentos e teses atuais.

Pour une citoyenneté planétaire (Por uma cidadania planetária, em tradução livre) explora um amplo leque de questões que prendem atualmente a atenção da sociedade sob todos os níveis: o desenvolvimento sustentável; a justiça econômica; o respeito aos povos indígenas, de suas terras e de seus recursos originais; a democratização da política e das instituições internacionais; a responsabilização das empresas, e a preservação da biodiversidade, da qualidade do ar e da água e o clima de nosso planeta.
Muito mais que ater-se a predições sombrias e sinistras, os autores Hazel Henderson (futoróloga e economista evolucionista) e Daisaku Ikeda (presidente da associação de leigos budistas Soka Gakkai internacional – SGI) professam um otimismo realista, mas também profundo, no potencial humano e na nossa capacidade de construir um futuro melhor. Defendendo que uma mudança positiva no coração de apenas uma pessoa pode levar a transformação do mundo inteiro, eles apresentam pontos de vista perspicazes e convincentes, próprios a tocar e a convidar o leitor a pôr-se em questão.


Após “Um romance russo” e “Outras vidas que a minha”, traduzidos no Brasil pela Editora Alfaguara, Emmanuel Carrère conta no livro Limonov – ganhador do prêmio Renaudot em 2011 – a história do ucraniano multifacetado Edouard Limonov: escritor conhecido do meio descolado parisiense, baderneiro em Kharkov, na Ucrânia, ídolo do underground moscovita, mordomo de um milhionário em Nova Iorque, solado na ex-União Soviética, líder de um partido facista…
Saiba mais sobre o livro premiado aqui.
O acervo da mediateca conta com uma novidade para os leitores estrangeiros que desejam aprender ou se aprimorar na língua portuguesa: Os métodos “Initiation Portugais” e “Le Portugais pour les nuls”.
O livro “Le portugais pour les nuls”, da coleção “Pour les nuls”, visa ao público francófono que deseja aprender rapidamente o português, seja para uma viagem de negócios, seja para conversar com falantes de português (do Brasil ou de Portugal). Já “Initiation Portugais”, da coleção “Voie Express”, é um método curto e fácil para adquirir boas bases na língua portuguesa falada em Portugal. Ele contém um livro de formação e um livro anexo com palavras-chave, tradução de diálogos e o léxico utilizado.
Ambos os livros apresentam vocaulários úteis, noções básicas da língua, exercícios e vêm acompanhados de cds de escuta com diálogos de situações cotidianas.

Ambientado em 1977, “Potiche” conta a história de uma família tradicional e burguesa cujo pai, Robert Pujol, é um homem desprezível, que só pensa nos negócios e não se relaciona bem com ninguém: funcionários, filhos e sua esposa Suzanne. Mme Pujol é por ele considerada uma mulher “potiche”, termo que em francês indica uma pessoa submissa e calada, sendo semelhante a um objeto decorativo. No entanto,depois de uma greve em sua fábrica de guarda-chuvas, Robert é sequestrado. Suzanne assume então o comando da empresa, se mostrando uma mulher com capacidade e dons incríveis de administrar a fábrica, bem melhor do que seu marido fazia e sendo muito mais que um mero “potiche”.
No Brasil, a pré-estreia de “Potiche”, no Festival Varilux de cinema francês de 2011, contou com a presença de Catherine Deneuve, que protagoniza o filme. Nele atua também Gérard Depardieu, que mais uma vez realiza um par romântico com a diva francesa.
Do diretor François Ozon, “Potiche” resgata as cores de seu realismo fantástico para apresentar um divertido conto sobre a emancipação feminina dos anos 1970, usando caricaturas dos modelos institucionais da família em mudança de paradigma. Para encontrar mais filmes de François Ozon ou com a atriz Catherine Deneuve no acervo da mediateca, clique aqui.

Um novo quadrinho do francês Christophe Blain, autor de Isaac o pirata (Conrad Editora), pode ser encontrado para empréstimo na Mediateca da Maison de France. É o livro “En cuisine avec Alain Passard” onde Blain apresenta o processo criativo e algumas receitas do famoso chef Alain Passard em seu restaurante L’Arpège, situado no número 84 da rue de Varenne, em Paris. Mais do que receitas, o livro mostra um estado de espírito, a elegância do gesto de Alain Passard, a sua procura pela perfeição do cozimento, dos cortes e dos temperos. Este livro ganhou o Prix du Livre Fooding 2012 e já vendeu 35000 exemplares.

A cultura de massas, durante os anos 60-65, estendendo seus poderes sobre o mundo ocidental, produz industrialmente os mitos condicionadores da integração do público consumidor à realidade social. Neurose tem aqui não somente o sentido de um mal do espírito, mas de um compromisso entre esse mal e a realidade, através de fantasias, de mitos e de ritos.

Este livro contém esboços do poema que relata a tragédia do Dr. Fausto, homem das ciências que, desiludido com o conhecimento de seu tempo, faz um pacto com o demônio Mefistófeles, que o enche com a energia satânica insufladora da paixão pela técnica e pelo progresso.

Syd Paradyne, tira alcoólatra da série B, investiga o suicídio de um obeso. O sol não aparece há muito tempo. A corrupção reina. Blue, uma garota linda e estigmatizada aparece em sua vida. Ela tem os olhos azul-metálicos e segredos inconfessáveis – é uma possibilidade de amor em um mundo sem esperanças. Trata-se de uma sátira em uma sociedade utópica baseada na premissa da felicidade obrigatória, em uma atmosfera de policial noir. ‘Cidade da penumbra’ é um retrato do consumismo e do endividamento bancário, do uso indiscriminado de remédios e drogas e da ditadura da felicidade a qualquer preço. A autora cria polêmica e aborda o totalitarismo, o racismo, a desinformação, a vigilância big brother e as cibertecnologias.

Da Admsterdã de onde zarparam, até os confins do mundo, os tripulantes do Holandês Voador não encontram descanso. Condenados a vagar eternamente pelos mares, esses piratas buscam a redenção divina pelos crimes cometidos. Enquanto a graça da morte final não chega, porém, continuam aterrorizando cada navio que aparece em sua rota frantasma. Até que, um dia, um bebê atravessa o caminho deles. (Adaptado a partir de um conto de Pierre Mac Orlan)