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Lançamentos

Aqui você poderá encontrar informações sobre livros franceses traduzidos no Brasil, sobretudo os chancelados pelo Programa de Apoio à Publicação (PAP) Carlos Drummond de Andrade da Embaixada da França a partir de 2009. Esta trabalho é resultado das escolhas feitas por editores franceses assim como por editores e universitários brasileiros. Para saber como concorrer ao PAP,  inscreva-se na área profissional do site (acesso gratuito). Para dúvidas e outras informações, entre em contato com o Escritório do Livro da Embaixada da França no Brasil.

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Elisabeth Roudinesco
Freud - Mas porque tanto odio?
(Freud - Mais pourquoi tant de haine ?)
Tradução de André Telles
Ed. Zahar, 2011.
Em 2010, o filósofo francês Michel Onfray lançou na França o polêmico Le crépuscule d’une idole. Nas páginas Freud é tratado como impostor, homofóbico, incestuoso e fascista. Pouco tempo depois a psicanalista Elisabeth Roudinesco lançou sua resposta, apontando erros de apuração, fatos forjados e acusações maliciosas como a de que o mestre da psicanálise teria mantido um caso com a cunhada por quarenta anos. A autora ainda mostra como as acusações apresentadas não são novas, são boatos antigos criados por quem buscava apenas atrair as atenções da mídia.

Para Roudinesco, tanto ódio, porém, tem justificativa: ninguém derruba uma série de mitos, como os relacionados ao sexo, sem pagar um alto preço por isso.

Completando a edição estão ainda cinco artigos assinados por profissionais da área de história, filosofia e psiquiatria e uma entrevista publicada na revista Le Nouvel Observateur, em que ela esclarece os constantes ataques à psicanálise.

“O ódio a Freud se manifestou desde os seus primeiros escritos. Ele é da mesma natureza que o ódio a Darwin. Freud realizou algo que parece intolerável à humanidade. É a revolução do íntimo.” Elisabeth Roudinesco

Jules Verne
20 Mil Léguas Submarinas
(Vingt mille lieues sous les mers)
Tradução de André Telles
Ed. Zahar, 2011.

Neste clássico de Jules Verne, o leitor é transportado para 1866, ano em que navios de diferentes nacionalidades começam a naufragar e sofrer misteriosas avarias. As descrições revelam que um ser “comprido, fusiforme, fosforescente em certas ocasiões, infinitamente maior e mais veloz que uma baleia” seria o responsável. Imediatamente, governantes e homens da ciência mobilizam-se para deter o misterioso monstro marinho.
Coleção Clássicos – Edições Comentadas. Ilustrações originais. Páginas: 456pp.

Saiba mais

Man Ray
Man Ray
(Coleção Photo Poche - volume 2)
Tradução de André Telles
Ed. Cosac Naify, 2011.

A coleção Photo Poche foi criada por Robert Delpire em 1982, na França, para prestigiar os grandes nomes da fotografia. Esse ano, no Brasil, a editora Cosac Naify lançou algumas dessas obras traduzidas. Em cada volume pode-se encontrar, além de uma seleção de imagens criteriosa, um texto de apresentação, biografia e bibliografia.

Man Ray – coleção Photo poche – volume 2 é composto por fotos de Man Ray, texto de Merry A. Foresta e tradução de André Telles.  Man Ray é considerado um dos grandes nomes da fotografia surrealista.

Para mais informações  sobre os volumes disponíveis, clique aqui.

Para informações sobre a Photo Poche, clique aqui.

Claude Lévi-Strauss
O homem nu (Mitológicas 4)
(L'homme nu)
Tradução de Beatriz Perrone-Moisés
Ed. Cosac Naify, 2011.
Neste livro, Claude Lévi-Strauss analisa a mitologia indígena norte-americana, mostrando como funciona a estrutura de mitos na prática e revelando a importância dos dados etnográficos, ecológicos, astronômicos e meteorológicos para compreender o significado dos mitos.
Apoio PAP
Kangni Alem
Escravos
(Esclaves)
Tradução de Laura Alves, Aurélio Barroso Rebello
Ed. Pallas, 2011.

Esta obra conta a história dos primeiros afro-brasileiros. No início do século XIX, o tráfico negreiro fez a fortuna dos senhores de escravos e seus aliados no continente africano. O único que se atreve a falar contra a escravidão, o rei Adandozan, é deposto. Seu súdito mais fiel, um jovem mestre de rituais, é vendido para um comerciante Inglês e enviado como escravo ao Brasil. O autor narra a saga desse personagem que, depois de 24 anos como escravo e de participar de inúmeras revoltas, retorna à África para honrar a memória do seu rei, morto no esquecimento, para um país que o tornara estrangeiro.

Apoio PAP

Ariane Mnouchkine
A arte do presente
(L'art du présent)
Tradução de Gregorio Duvivier
Ed. Cobogó, 2011.

O livro A arte do presente é a reunião de entrevistas feitas com Ariane Mnouchkine, diretora do Théâtre du Soleil, por Fabienne Pascaud, jornalista que acompanhou a fundadora e sua companhia de teatro.

Antoine Vitkine
Mein Kampf: A história do livro
(Mein Kampf, histoire d'un livre)
Tradução de Clóvis Marques
Ed. Nova Fronteira, 2009.

Antoine Vitkine procura entender os efeitos do livro Mein Kampf, escrito por Hitler. Uma tentativa de responder a perguntas como: Como o livro foi escrito? Por que razões teve um papel essencial na subida de Hitler ao poder? Vitkine escreve Mein Kampf: a história do livro como investigação ao efeito que a narrativa de Hitler continua tendo nos dias de hoje.

Apoio PAP

Antoine de Baecque
Cinefilia
(La cinéphilie)
Tradução de André Telles
Ed. Cosac Naify, 2010.
A partir de personalidades como Godard, Truffaut, Chabrol, Rivette e Bazin, e dos debates da nouvelle vague, Antoine de Baecque refaz o percurso dos anos 1940 a 1960, abordando as principais publicações dedicadas à crítica de cinema, como os Cahiers du cinéma e Positif. O livro mostra como a cinefilia conquistou seu lugar na história cultural do século XX ao inventar uma forma de ver e compreender o mundo através do cinema.
Apoio PAP
Marie Ndiaye
A diaba e sua filha
(La diablesse et son enfant)
Tradução de Paulo Neves
Ed. Cosac Naify, 2011.

“Este conto de Marie Ndiaye é uma história extraordinária, repleta de mistério e sedução, que confirma a ideia de que aquilo que chamamos Literatura Infantil é, muitas vezes, um esteriótipo fundado numa falsa menoridade da criança e na verdadeira arrogância do adulto. [...] Ndiaye escreve sobre os nossos medos e o modo como eles são coletivamente construídos. Escreve sobre a necessidade de classificarmos os outros e os arrumarmos em bons e maus, em anjos e monstros. Nestas páginas se inscreve, enfim, a facilidade em culparmos e diabolizarmos os que são diferentes e os modo como os sinais de aparência (no caso, os pés de cabra) se erguem como marca de fronteira entre os “nossos” e os “do lado de lá”.”

Apoio PAP

Voltaire; André Telles e Jorge Bastos
Cartas Iluministas: Correspondência selecionada e anotada
()
Tradução de André Telles e Jorge Bastos
Ed. Zahar, 2011.

Além da obra filosófica, literária e cinetífica, Voltaire escreveu cerca de 17 mil cartas. A presente seleção acompanha sua trajetória e abre uma janela para a grande revolução iluminista, da qual ele foi um dos lúcidos articuladores.

Abrangendo sessenta anos de vida epistolar, as cartas reunidas em Cartas iluministas mostram Voltaire em momentos e estados de espírito os mais diversos: irônico, ao dar conselhos literários a Frederico II; ponderado, ao discutir verbetes da Enciclopédia com Diderot e D’Alembert; prestativo, ao recomendar um amigo para um emprego; ou mesmo hipocondríaco, quando se estende sobre seus problemas de saúde. Também podemos vê-lo sarcástico e inflexível, em seus duelos com o desafeto Jean-Jacques Rousseau, ou meramente pragmático, ao negociar preços de terras ou vender relógios suíços para Catarina da Rússia…

Cartas Iluministas traz mais de 150 cartas – incluindo a célebre querela com Rousseau sobre os benefícios e o valos da civilização e da literatura – uma apresentação, breves perfis e índice dos destinatários das cartas, cronologia de vida e obra de Voltaire e cerca de 200 notas esclarecedoras de alusões, contextos e personagens citados.

Apoio PAP

Dany Laferrière
País sem chapéu
(Pays sans chapeau)
Tradução de Heloisa Moreira
Ed. 34, 2011.

Depois de vinte anos no exílio, um artista volta à sua cidade de origem — Porto Príncipe, Haiti. País sem chapéu é o relato desse regresso, da sequência de redescobertas, perplexidades e decepções que ele proporciona. Ao regressar ao Haiti, o protagonista reencontra antes de tudo duas velhas senhoras, a mãe e a tia, últimos remanescentes de uma família mutilada e dispersa pelas ditaduras. Pela boca delas, recobra de saída seu velho apelido familiar, “Velhos Ossos”, e um mundo de lembranças íntimas. Por meio delas, também percebe aos poucos a profundidade das mudanças ocorridas nas duas décadas de exílio, que vão muito além do visível. Passo a passo, nas andanças pela cidade, Velhos Ossos vai tomando contato com uma realidade estranha, em que o mundo mítico dos mortos incide diretamente no plano do cotidiano, alterando as relações entre os vivos. Agora, mais do que nunca, não se sabe mais quem está de um lado, quem do outro. Paralelamente, o personagem vai revendo seus grandes amigos e amores da juventude, e nesses reencontros pode olhar em perspectiva seu próprio percurso existencial. No contraste entre realidade e memória, percebe, com boas doses de humor autoirônico, quanto estranhamento se instalou em meio à identificação que perdura.

Jacques-Alain Miller
Perspectivas dos Escritos e Outros Escritos de Lacan - Entre desejo e gozo.
()
Tradução de Vera Avellar Ribeiro
Ed. Zahar, 2011.

Dando seguimento à sua análise da obra de Lacan, Jacques-Alain Miller desenvolve aqui ideias contidas nos Escritos e Outros Escritos – dois clássicos da psicanálise – para discutir o que a psicanálise faz, pode ou deve fazer de si mesma.

Dominique Barthélemy
A Cavalaria - Da Germânia antiga à França do século XII
(La Chevalerie: De la Germanie antique à la France du XIIe siècle)
Tradução de Néri de Barros Almeida e Carolina Gual da Silva
Ed. UNICAMP, 2010.

O que foi historicamente a Cavalaria? Seus registros na documentação medieval não estão limitados às narrativas ficcionais, e é legítimo perguntarmos que ligação a literatura cortês, que nos fascina com Lancelote, Ivan e Tristão, tem com a cavalaria tal como nos surge a partir de um quadro documental mais vasto. Em nossa memória, entram em acordo e, por vezes, se diluem em dado comum os conceitos de Cavalaria e cortesia. No entanto, ambos merecem tratamento histórico diferenciado. O que, portanto, define a Cavalaria? Dominique Barthélemy discute essas questões com profundidade e convence-nos do quanto nossa imaginação da Cavalaria é quixotesca e quão mais antiga e complexa é sua realidade documental.

François Cheng
Duplo canto e outros poemas
(Double Chant; Cantos Toscans e Le long d'un amour)
Tradução de Bruno Palma
Ed. Ateliê Editorial, 2011.

Poeta sino-francês, François Cheng é um sintetizador dessas duas extraordinárias vertentes da civilização. Sua simbiose enlaça a tradição de litetatura e pensamento zen, na sua expressão ideográfica distinta, à nossa tradição radicalmente inovadora da perspectiva aberta por Mallarmé. Integrador de imagens e culturas, Cheng muito nos enriquece a vivência literária: no caso dos leitores de língua portuguesa, graças ao pleno encontro do tradutor Bruno Palma com o mestre sino-francês, recriando-o admiravelmente em nossa língua.

Gilles Deleuze
Félix Guattari

O anti-Édipo: Capitalismo e esquizofrenia 1
(L'Anti-Oedipe: Capitalisme et schizophrénie 1)
Tradução de Luiz B.L. Orlandi
Ed. 34, 2010.

Este é um livro revolucionário, em múltiplos sentidos. Não só porque seus autores o escreveram sob o influxo de Maio de 68, mas sobretudo porque seu alvo é compreender e libertar a potência revolucionária do desejo, dinamitando as categorias em que a psiquiatria e a psicanálise o enquadraram.

No centro do conflito está a concepção freudiana do inconsciente como teatro e representação – e sua pedra de toque, o drama de Édipo. Para Deleuze e Guattari, ao contrário, o inconsciente não é teatro, mas usina; não é povoado por atores simbólicos, mas por máquinas desejantes; e Édipo, por sua vez, não passa da história de um longo “erro” que bloqueia as forças produtivas do inconsciente, aprisiona-as no sistema da família e assim as remete a um teatro de sombras.

Com agilidade impressionante, O anti-Édipo combina dispositivos da filosofia, da literatura, da antropologia, da arte, da economia, da ciência, da política e da biologia para articular uma crítica radical da cultura que acabou por definir uma das linhas de força do pensamento contemporâneo.

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