O Festival Internacional de Quadrinhos [FIQ] chega à sua 6ª edição com nomes consagrados do quadrinho brasileiro e mundial. O evento acontece entre 06 e 12 de outubro, no Palácio das Artes e Parque Municipal, em Belo Horizonte, e faz parte do calendário do Ano da França no Brasil. Da França vêm os artistas Cizo, Fréderic Felder, Guy Delisle e Olivier Tallec. Toda a programação tem entrada franca.
O FIQ é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e da Editora Casa XXI, com patrocínio da Oi e Correios.
Os quadrinhos ocupam uma fatia de cerca de 20% de todo mercado editorial. Por lá acaba de ser inaugurado o maior museu do segmento na Europa, na cidade de Angoulême, no sudoeste da França. Na mesma cidade também acontece um dos maiores festivais de quadrinhos do planeta. Na França, as histórias em quadrinhos são chamadas de “Bande Dessinée”[BDs] e o público que as lê é numeroso. Geralmente são publicadas em grandes formatos, com capa dura e procuram agradar a todos. Personagens conhecidos em todo o mundo foram criados lá: Tintin, Astérix, Bécassine, Corto Maltese, Zig e Puce, são apenas alguns deles.
Por esta importância no mundo dos quadrinhos, o FIQ traz a BH artistas franceses que estão participando do que de mais atual vem sendo elaborado naquele país.
A VI FIQ também dará lugar para uma exposição do material dez autores franceses, talvez os mais famosos, consagrados por prêmios no festival de Angoulême, além de solicitados e publicados em todo o mundo. Confira os detalhes no site do evento.
(Fonte: http://www.fiqbh.com.br/6fiq)
Os quadrinistas irão trazer a exposição “Supermercado Ferraile”, que faz uma espécie de paródia do supermercado e visa criticar a sociedade de consumo. Nas prateleiras, os artistas exibem produtos com rótulos e slogans curiosos, muitas vezes com mensagens que questionam o consumo exagerado da população em geral, tudo salpicado com muito humor, às vezes cáustico. Os artistas vieram a BH meses antes da realização do FIQ para perceberem os costumes locais e os produtos mais comumente consumidos por aqui. O público será surpreendido com produtos estranhos nas prateleiras, como o kit Maria-Chuteira, o leite de boi e a pizza em lata. Dois comediantes animam a exposição e oferecem ainda degustação de vinho para quem se arrisca ir às compras. O objetivo dos ilustradores é fazer arte com o ato de comprar e consumir. Tudo que será exibido no supermercado realmente estará à venda. A exposição já foi montada na França, Suíça, Bélgica e Bolívia.
Saiba mais sobre o “Supermercado Ferraille” aqui.
Nasceu em Quebec, no canadá, mas atualmente é um dos principais quadrinistas da França. Estudou animação em Toronto e trabalhou em vários estúdios espalhados pelo globo: Canadá, França, Alemanha, China e Coreia do Norte. Foi durante seu trabalho na Ásia que ele escreveu – e posteriormente desenhou – seus primeiros diários de viagem narrando suas experiências e aventuras na China e na Coreia do Norte: Shenzhen e Pyongyang. No Brasil, seus livros são publicados pela editora Zarabatana.
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desenhista e ilustrador com vários livros infantis publicados na França, nasceu na Bretanha, em 1970. Fez o curso da Escola Superior de Artes Aplicadas em Duperré, em Paris, antes de partir para longas viagens na Ásia, depois Brasil, Madagascar, Chili… Publica em alguns veículos da imprensa, como Libération, Elle, Les Inrockuptibles ou ainda Le Nouvel Observateur e já ilustrou mais de cinquenta álbuns infanto-juvenis. Ilustrou seu primeiro quadrinho – Negrinha (Gallimard, 2009) – em parceria com Jean-Christophe Camus, autor do texto. O livro ainda não tem tradução no Brasil.
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