O virtuosismo é uma dimensão fascinante do comportamento humano mas que é pouco estudado fora do campo da História da Arte.
A improvisação no Jazz, por exemplo, foi alvo de recente atenção devido aos progressos eletrônicos, à modelagem estatística e ao crescimento da capacidade e do desempenho dos computadores. Nesta apresentação, François Pachet abordará o problema particular da geração de melodias virtuosísticas do Bebop a partir de alguns sistemas matemáticos. Falará de um sistema interativo que inventou em 2003, o Continuator, o primeiro a permitir que usuários criassem diálogos musicais em tempo real usando técnicas de aprendizado de estilo. Ele é baseado na modelagem de seqüências musicais usando cadeias Markov, uma técnica que se adaptou muito bem à captura de padrões musicais estilísticos, notavelmente no domínio das freqüências.
Apesar do sucesso do Continuator, tanto com músicos de jazz quanto com crianças , assim como a maioria dos sistemas que usam abordagens estocásticas Markovianas, ele é difícil, senão impossível, de controlar.
François Pachet propõe um modelo computacional de virtuosidade baseado numa visão original e combinatória da geração de seqüência Markov. Este modelo resolve o problema do controle inerente à cadeia Markov e também fornece ao usuário um grau extremamente fino de controle. O autor ilustra esse trabalho com um gerador controlável de improviso Bebop. Ele tentará convencer o público de que estas frases geradas são 1) da mesma natureza daquilo que um músico de jazz virtuose é capaz de fazer e 2) que a habilidade de controlá-las é um processo altamente gratificante.
François Pachet é pesquisador senior no Sony Computer Science Laboratories (Paris) e Doutor em Inteligência Artificial em Paris VI onde realiza pesquisa sobre novas formas musicais.
Quando
Quinta feira
9 de dezembro
18h30
Local
Mediateca da Maison de France
Av. Presidente Antônio Carlos, 58/11º andar
Castelo – Rio de Janeiro
Tel.: 3974-6669
Entrada Franca