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terça, 20/03/2012, 0:00h
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Visita do historiador frances Pap Ndiyae

Sobre o autor

Pap Ndiaye tem 46 anos. Atualmente, é historiador e professor titular HDR na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS).

As categorias raciais e étnicas na França eram até recentemente um assunto tabu oficialmente, embora fosse amplamente comentado veladamente na mídia e nos discursos políticos sobre a “integração” das minorias de imigrantes. Nos últimos anos, mulheres e homens de cor começaram a se mobilizar enquanto “negros” de uma maneira inédita naquele país. Pap Ndiaye afirma que a invisibilidade oficial dos negros franceses pode ser analisada como a consequência de um processo de discriminação em vez do resultado de sua integração lógica e tranquila na sociedade francesa. A situação estaria mudando lentamente, já que cada vez mais franceses reconhecem a existência de uma minoria negra visível, com problemas e necessidades específicos.

O professor Ndiaye estuda as razões pelas quais esta história foi deixada tanto para trás, destacando motivos ideológicos, políticos e acadêmicos. Também discute a legitimidade da noção de “negros franceses” e analisa o recente crescimento das organizações de negros na França.

Suas intervenções no Brasil girarão em torno de três temáticas:

A política francesa e a “diversidade”: teoria e práticas. Em vínculo com o ano eleitoral na França, esta intervenção faz um balanço da presença das minorias visíveis na vida política francesa numa perspectiva histórica (da 3a República até hoje) e avalia os argumentos indicando que elas estariam em maior número atualmente.

Racismo e discriminações na França: um balanço. Esta conferência examina a situação contemporânea: em que pé estamos a respeito do racismo e das discriminações na França? Como medi-los? Qual a eficácia das políticas públicas antirracistas e contra a discriminação?

As empresas francesas e a “diversidade”. Faz vários anos que as empresas francesas afirmam ter realizado esforços consequentes a favor da presença de funcionários de nível médio e de executivos oriundos das minorias visíveis. Muitas assinaram a “Carta da Diversidade”, lançada em 2004. Esta intervenção faz um balanço sobre a situação atual, fazendo comparações com outros países e formulando algumas propostas.

Pap Ndiaye realizou amplas pesquisas e publicou várias obras sobre os negros, tanto nos EUA quanto na França. Seu livro sobre La condition noire: essai sur une minorité française (Paris: Calmann-Lévy, 2008) chamou muita atenção no debate atual sobre diversidade e representação na França.

Bibliografia resumida

Du nylon et des bombes. Du Pont, l’État et le marché, 1900-1970, Paris, Belin, 2001, 400 p. Também publicado em inglês pela Johns Hopkins University Press (Nylon and Bombs: Du Pont and the March of Modern America, 2007).

La condition noire. Essai sur une minorité française, Calmann-Lévy, 2008, 436 p. Prêmio Jean-Michel Gaillard dos “Rendez-vous de l’Histoire” de Blois (2008).

Les Noirs américains. En marche pour l’égalité, Paris, Gallimard, coleção “Découvertes”, 2009, 160 p. Tradução em japonês (publicada) e em espanhol (no prelo).

– A ser publicado em 2012 : Trois leçons sur la diversité, Paris, Seuil, collection « La République des idées ».

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