Ciências Humanas

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quinta, 07/10/2010, 0:00h
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Pierre Rosanvallon e Bernard Lahire no Brasil

Sobre os autores

Pierre Rosanvallon, nascido em Blois em 1948, é um historiador e intelectual francês. Seus trabalhos são voltados principalmente para a história da democracia e do modelo político francês, e para o papel do Estado e a questão da justiça social nas sociedades contemporâneas. Rosanvallon ocupa desde 2001 a cátedra de história moderna e contemporânea do político no Collège de France1, permanecendo, também, no cargo de diretor de estudos na Escola de altos estudos em ciências sociais (École des hautes études en sciences sociales – EHESS).
Ele foi um dos principais teóricos da autogestão associada à CFDT. No seu livro, L’âge de l’autogestion, Rosanvallon defende uma herança filosófica sábia, vinda ao mesmo tempo de Marx e de Tocqueville, e anuncia uma “reabilitação do político” por meio de autogestão.

Bernard Lahire, nascido em Lyon em 1963, é um sociólogo francês, professor de sociologia na Escola normal superior de Lyon e diretor do Grupo de Pesquisa sobre a Socialização (CNRS). Na linhagem de Pierre Bourdieu, ele defende uma concepção exigente da sociologia. Seus trabalhos foram voltados para a produção da reprovação escolar no ensino fundamental, as formas populares de apropriação da escrita, o sucesso escolar em ambientes populares, as diferentes maneiras de estudar no espaço de ensino superior, a história do problema social denominado “iletrismo”, as práticas culturais dos franceses e as condições de vida e de criação dos escritores. Ele desenvolveu uma teoria de ação ao mesmo tempo disposicionalista e contextualista, uma reflexão contribuindo a especificar e a graduar a teoria dos campos (a partir do conceito de “jogo social”) e uma reflexão epistemológica sobre as ciências sociais e suas funções sociais. Ele também formulou proposições de ensino das ciências do mundo social desde o ensino fundamental. Por fim, Lahire mostra-se crítico frente à teoria de habitus de Bourdieu. De fato, ele defende, em oposição ao princípio de evitamento inerente à teoria de habitus, que o individuo é obrigado a viver múltiplas experiências de
socialização, o que lhe proporciona uma “paleta” de esquemas de ação que ele pode mobilizar em função da situação enfrentada. Conforme Lahire, a teoria de Bourdieu não insiste o suficiente nas múltiplas experiências de socialização, portanto paletas de ação que um individuo pode utilizar quando confrontado com diferentes situações

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