Ciências Humanas

INFORMAÇÕES GERAIS

sexta, 29/10/2010, 0:00h
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Escritores loucos – um encontro da Escola Brasileira de Psicanálise

Preparatória para o XVIII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano

“Diante do louco, diante do delirante, não se esqueça de que você é ou você foi analisante, e que você também falava do que não existe”.
Jacques-Alain Miller

“Escritores Loucos” é o tema do ciclo Rumos da Psicanálise que acontece  nesta sexta, na Mediateca da Maison de France. O evento, uma  parceria com a Escola Brasileira de Psicanálise (EBP) seção Rio, é uma preparatória da EBP para o XVII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano que acontece de 19 a 21 de novembro de 2010 em São Paulo e cujo título é “O sintoma na clínica do delírio generalizado”.

“Desde Freud, o delírio é apresentado como uma tentativa de cura, ou seja, uma forma de reparação, de reconstrução da realidade através da linguagem, cuja função é suprir a ausência de uma referência simbólica designada por Lacan como Nome-do-Pai. Assim, diante dessa ausência, ao utilizar os significantes para fazer existir o que não existe, o delírio torna evidente o estatuto ficcional da linguagem. É nesse sentido que, tomando a clínica da psicose como paradigma, a tese de Lacan, retomada por Miller, segundo a qual “todo mundo é louco, isto é, delirante” não só generaliza o aspecto de artifício da linguagem no que diz respeito à abordagem da realidade, como também nos convoca a pensar uma clínica ordenada a partir de uma foraclusão que estrutura a vida de todo ser habitado pela linguagem, de uma referência vazia que, em última instância, Lacan denominou com o aforismo: a relação sexual não existe.”

Sintoma, delírio, loucura, cura, literatura. “Escritores Loucos”. Ao discutir este tema, a Escola Brasileira de Psicanálise espera poder recolher,  discutir e elaborar as diversas formas de ancoragens diante do real que o sintoma possibilita.

Conferências
Escritura e loucura – Ana Lucia Lutterbach Holck
Escritor, mas não poeta – Ram Mandil
Debatedora: Mirta Zbrun
Coordenação: Cristina Duba

Escola Brasileira de Psicanálise
Fundada a 30 de abril de 1995 pela Associação Mundial de Psicanálise  (AMP), no Rio de Janeiro, inscreve-se no movimento de reconquista do  Campo Freudiano lançado por Jacques Lacan no dia 21 de junho de 1964, ao fundar sua Escola.

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