Ciências Humanas

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sexta, 15/04/2011, 0:00h
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A loucura que estrutura

MESA REDONDA

“A loucura que estrutura” com apresentação de Ana Lúcia Lutterbach Holck e Paula Borsoi e coordenação de Luis Moreira de Barros.

O que é esta loucura que nós defenderíamos como não podendo não ser contada?

Trata-se de um passo adiante frente a uma oposição imediata entre o universal da saúde em oposição à loucura de cada um. Não se pretende apenas alimentar um debate crítico, mas investir para além das oposições entre loucura e razão, entre psicanálise e saúde mental.

“A loucura que estrutura” constitui o aspecto privilegiado neste debate… A proposta é tomar a loucura como algo que excede a simples delimitação do que seria singular. Trata-se de tomar a loucura como “um limite interno à razão”.

Uma vez que já temos como ponto de partida a impossibilidade de pensar o laço social depurado de qualquer loucura, reencontramos a partir da orientação de Miller, um suporte para nosso debate, presente em Lacan desde sua tese: a paranóia estruturante.

Abordar este tema requer que se retome o Estádio do Espelho… não se trata apenas de um enlace simbólico entre eu e Outro, mas também da alternância imaginária. Esta questão está presente e se desdobra em Lacan que chega a formular que todo conhecimento é paranóico… há algo no laço social que necessita desta paranóia, uma paranóia moderada, que se mantém sempre um pouco tomada pela dimensão imaginária, da qual não se escapa.

Demonstrar “A loucura que estrutura” requer ir além da afirmação da paranóia como estruturante. A loucura, no sentido vasto que se pretende discutir, não se limita à paranóia, à potência do eixo imaginário.

… que se tome a dimensão do saber que vai se opor a esta consistência, o saber da letra, do traço, que não é exatamente um conhecimento, mas advém de uma certeza vinculada a uma marca fora do sentido. A loucura em questão, portanto, não é mais a paranóia estruturante do eu, mas a dimensão de gozo que escreve o próprio sujeito.

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