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O Ódio à democracia

Jacques Rancière

O Ódio à democracia

Boitempo Editorial

“Ainda ontem, o discurso oficial opunha as virtudes da democracia ao horror totalitário[…]. Esse tempo passou. Enquanto certos governos se empenham em exportar a democracia pela força das armas, nossa intelligentsia não se cansa de apontar, em todas as esferas da vida pública e privada, os sintomas funestos do “individualismo democrático” e as injúrias do “igualitarismo” que destroem os valores coletivos, forjam um novo totalitarismo e conduzem a humanidade ao suicídio.

Para compreender essa mutação ideológica, não basta inscrevê-la no presente do governo mundial […]. É preciso voltar ao escândalo primeiro que representa o “governo do povo” e entender as relações complexas entre democracia, política, república e representação.” [resumo do editor]

Sobre o autor:

Nascido em 1940 em Argel, o filósofo Jacques Rancière formou na École Normale Supérieure em Paris nos anos 60. Professor emérito de Universidade de Paris VIII desde o ano 2000, ele e conhecido por ter colaborado com o volume seminal Lire “Le Capital”, organizado pelo filósofo marxista Louis Althusser. Se distanciou do elitismo intelectual de Althusser em afirmar como uma da suas primeiras ideias políticas “que a política democrática surge da pressuposição da igualdade”.

Seu trabalho teórico abrange varias áreas como pedagogia, historiografia, filosofia, cinema, estética e arte contemporâneo, entre outros. Entre as suas obras maiores, A noite dos proletários: arquivos do sonho operário (1981, publicado no Brasil em 1988) fruto da sua produção inicial onde trata das experiências das classes trabalhadoras francesas no século XIX;  o mais recentemente Aisthesis, Scènes du régimes esthétique de l’art (2011) onde o autor procura repensar a crítica artística “para além de sua tendência desmistificadora”.

O diabo apaixonado seguido de Aventura do peregrino

Jacques Cazotte

O diabo apaixonado seguido de Aventura do peregrino

José Olympio Editora

O diabo apaixonado conta a historia de Alvare, que, em conversa com amigos sobre a cabala, é levado a evocar o diabo nas ruínas de Portici, perto de Nápoles. Movido pela curiosidade e desejoso de realizar a experiência, aceita o desafio proposto por seu amigo, Soberano, “profundo conhecedor das ciências ocultas”.

Também nesse volume temos o conto Aventura do peregrino, narrativa do encontro de um monarca e um peregrino conhecedor da essência humana.

Sobre o autor:

Jacques Cazotte, escritor francês, nasceu em 1719 (?), em Dijon, e morreu em 1792 em Paris. Sua obra é toda centrada na exploração do sobrenatural, sendo mais conhecida de todas O diabo apaixonado, de 1772, uma novela fantástica em que o herói supera o diabo.

O que Amar quer dizer

Mathieu Lindon

O que Amar quer dizer

P.O.L

“Eu tinha vinte anos e três anos e le me educou… Michel me ensinou com uma discrição tão absoluta que eu nem me dava conta daquilo que aprendia. A ser feliz, vivo. E me ensinou a gratidão.”
 

Aos 23 anos, Mathieu Lindon (Caen – França, 1955) encontrou no filósofo Michel Foucault o afeto paterno que não tinha na turbulenta relação com o pai, Jérôme, o mítico fundador das Éditions de Minuit. O que Amar quer dizer(2014) rememora a história dessa amizade, entre as festas no apartamento de Foucault, sob efeito de ácido lisérgico e heroína, nos anos 70, e a morte do filósofo, em 1984, em consequência da aids. Lindon já trabalhava como jornalista cultural no Libération e preparava uma consistente obra literária.

Sobre o autor:

Mathieu Lindon escritor, jornalista e crítico literário francês é filho do editor Jérôme Lindon. Publica o seu primeiro livro, Nossos prazeres, em 1983, com o pseudónimo de P.S. Heudaux. Começa a trabalhar como critico literário e logo como cronista pelo jornal francês Libération desde 1984 até hoje em dias. A sua obra, O que amar quer dizer recebeu o prêmio francês Médicis em 2011.

Marx, manual de instruções

Daniel Bensaïd, Charb

Marx, manual de instruções

Boitempo Editorial

“O que disse Marx? Nesse pequeno curto livro, Marx, manual de instruções, publicado pela Boitempo, o filósofo e ativista político francês Daniel Bensaïd (1946-2010) oferece uma divertida introdução à vida e obra do pensador alemão. Um claro e elucidativo panorama que combina filosofia e dezenas de quadrinhos do provocativo cartunista francês Stéphane “Charb” Charbonnier, feitos especialmente para a obra; há humor e espírito de síntese, carregado de insights de um dos mais importantes teóricos anticapitalistas da contemporaneidade.” [resumo do editor]

Este livro recebeu apoio dos programas de Amparo à publicação do Instituto Français

Sobre o autor
Daniel Bensaïd nasceu em Toulouse em 1946. Foi filósofo e dirigente da Liga Comunista Revolucionária, e um dos militantes mais destacados dos movimentos de Maio de 1968. Professor de Filosofia da Universidade de Paris VIII, faleceu no dia 12 de janeiro de 2010, aos 64 anos.

O erro de Narciso

Louis Lavelle

O erro de Narciso

É realizações

O livro traz à tona os conflitos e armadilhas do amor-próprio. Mostra como a vaidade do querer ser ou de se mostrar sendo, da falsa imagem de si, prejudica a consciência de viver. O erro de Narciso trabalha a angústia existencial e o subjetivismo isolado.

O meu primeiro dicionario de ecologia

Marc Germanangue e Bruno Goldman

O meu primeiro dicionario de ecologia

Pallas

O derretimento das calotas polares, o aquecimento do planeta, a escassez de água, o uso sem limites de resursos naturais, a extradição indiscriminada de combustíveis fósseis, o aumento no buraco da camada de ozônio, o desmatamento das florestas… Precisamos tomar alguma atitude já! A preservação do planeta se tornou uma preocupação urgente e temos que fazer a nossa parte. Apresentando os princípios básicos para a preservação do meio ambiente, O meu primeiro dicionário de ecologia nos mostra que pequenos hábitos podem fazer a diferença, ensiando as novas gerações a lutar por um futuro melhor para todo o planeta.

Mutações: Elogio à Preguiça

Adauto Novaes (org.)

Mutações: Elogio à Preguiça

SESC SP

“A arte nasceu de um bocejo sublime…”, afirmou o grande escritor Mário de Andrade, ao defender
as preguiças iluminadas dos filósofos gregos. Elogio à preguiça é o quinto livro da série Mutações
organizada por Adauto Novaes. Aqui, vinte e dois pensadores tomam a preguiça ou o universo do
preguiçoso como fundo para discussões sobre temas como poesia e preguiça; o laço invisível que
ata preguiça e pecado; a produtividade do trabalho e a falsa promessa do tempo liberado; e o
elogio dos gregos à preguiça, para quem “pensar é o passeio da alma”.

O amor da língua

Jean-Claude Milner

O amor da língua

Editora Unicamp

Jean-Claude Milner, linguista francês, apresenta, nesse livro, os efeitos de suas incursões no meio psicanalítico francês.  O amor da língua realiza uma leitura dos fundamentos da linguística a partir da consideração da hipótese do inconsciente.

O gosto do cloro

Bastien Vivès

O gosto do cloro

Barba Negra

O gosto do cloro conta a história de dois jovens que se encontram casualmente em uma piscina pública de Paris. Ela nada por distração e ele por recomendações médicas. Aos poucos o interesse dele em relação a ela começa a surgir. Retratando romances e relações casuais, O gosto do cloroganhou o prêmio Revelação Essencial do Festival de Angoulême, em 2009.

Apoio PAP

O Encantador

Lila Azam Zanganeh

O Encantador

Alfaguara

“‘Lemos para reencantar o mundo’, escreve Lila Azam Zanganeh neste estudo magistral a respeito de Nabokov.(…) Com um texto imaginativo, vibrante, ela mergulha o leitor – e a si mesma – no universo cintilante de livros como Lolita, Fala, memmória ou Ada para alcançar o cerne da visão nabokoviana da felicidade e da beleza” (4a capa)

Man Ray

Man Ray

Man Ray

Cosac Naify

A coleção Photo Poche foi criada por Robert Delpire em 1982, na França, para prestigiar os grandes nomes da fotografia. Esse ano, no Brasil, a editora Cosac Naify lançou algumas dessas obras traduzidas. Em cada volume pode-se encontrar, além de uma seleção de imagens criteriosa, um texto de apresentação, biografia e bibliografia.

Man Ray – coleção Photo poche – volume 2 é composto por fotos de Man Ray, texto de Merry A. Foresta e tradução de André Telles. Man Ray é considerado um dos grandes nomes da fotografia surrealista.

Para mais informações sobre os volumes disponíveis, clique aqui.

Para informações sobre a Photo Poche, clique aqui.

O homem nu (Mitológicas 4)

Claude Lévi-Strauss

O homem nu (Mitológicas 4)

Cosac Naify

Neste livro, Claude Lévi-Strauss analisa a mitologia indígena norte-americana, mostrando como funciona a estrutura de mitos na prática e revelando a importância dos dados etnográficos, ecológicos, astronômicos e meteorológicos para compreender o significado dos mitos.
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O conflito, a mulher e a mãe

Elisabeth Badinter

O conflito, a mulher e a mãe

Record

Um livro que questiona o mito de que toda mulher tem o desejo e o instinto natural de ser mãe. A autora reflete e pondera sobre os efeitos e causas da queda acentuada nas taxas de natalidade em todos os países desenvolvidos, o aumento do número de mulheres que não querem ter filhos, o renascimento do discurso naturalista para conquistar as mulheres no seu papel de mães e uma espécie de “ditadura do aleitamento materno”. A maternidade agora está carregada de expectativas, restrições, obrigações e Badinter reflete sobre essas mudanças na sociedade de hoje.

O anti-Édipo: Capitalismo e esquizofrenia 1

Gilles Deleuze e Félix Guattari

O anti-Édipo: Capitalismo e esquizofrenia 1

34

Este é um livro revolucionário, em múltiplos sentidos. Não só porque seus autores o escreveram sob o influxo de Maio de 68, mas sobretudo porque seu alvo é compreender e libertar a potência revolucionária do desejo, dinamitando as categorias em que a psiquiatria e a psicanálise o enquadraram.

No centro do conflito está a concepção freudiana do inconsciente como teatro e representação – e sua pedra de toque, o drama de Édipo. Para Deleuze e Guattari, ao contrário, o inconsciente não é teatro, mas usina; não é povoado por atores simbólicos, mas por máquinas desejantes; e Édipo, por sua vez, não passa da história de um longo “erro” que bloqueia as forças produtivas do inconsciente, aprisiona-as no sistema da família e assim as remete a um teatro de sombras.

Com agilidade impressionante, O anti-Édipo combina dispositivos da filosofia, da literatura, da antropologia, da arte, da economia, da ciência, da política e da biologia para articular uma crítica radical da cultura que acabou por definir uma das linhas de força do pensamento contemporâneo.

O governo de si e dos outros

Michel Foucault

O governo de si e dos outros

WMF Martins Fontes

O curso ministrado por Michel Foucault em 1983 no Collège de France inaugura uma pesquisa sobre a noção de parrésia. Com isso, Michel Foucault dá seguimento a seu trabalho de releitura da filosofia antiga. Por meio do estudo dessa noção (dizer a
verdade, falar com franqueza), Foucault reinterroga a cidadania grega, mostrando como acoragem da verdade constitui o fundamento ético esquecido da democracia ateniense. Ele descreve também a maneira como, com a decadência das cidades, a coragem da verdade se transforma e se torna uma palavra pessoal dirigida à alma do Príncipe, dando uma nova leitura da sétima carta de Platão. Numerosos tópoi da filosofia antiga são revisitados: a figura platônica do filósofo-rei, a condenação da
escrita, a recusa do engajamento da parte de Sócrates.

Neste curso, Foucault constrói uma figura do filósofo no qual ele se reconhece: ao reler os pensadores gregos, é sua própria inscrição na modernidade filosófica que ele assegura, é sua própria função que ele problematiza, é seu modo de pensar e de ser que ele define.

Os três Mosqueteiros

Alexandre Dumas

Os três Mosqueteiros

Zahar

Desde 1844, a história de Os três mosqueteiros já passou por diversas adaptações. Durante muitos anos, as aventuras de Athos, Porthos, Aramis e d’Artagnan penetraram no imaginário coletivo da humanidade, fazendo esse romance ganhar o status de verdadeiro mito cultural. Essa nova tradução – integral, ilustrada e anotada – permite que os leitores de hoje voltem a ter contato com o texto original de Alexandre Dumas.

O dinheiro e as letras: História do capitalismo editorial

Jean-Yves Mollier

O dinheiro e as letras: História do capitalismo editorial

EDUSP

Jean-Yves Mollier mostra um estudo sobre o mercado editorial francês, ao mesmo tempo apresenta a história comparada dos editores e dos homens de letras, com foco especial na fundação das editoras que marcaram o cenário do país. Cada capítulo traz uma pesquisa sobre um indivíduo, uma família e uma empresa, mas não pretende deter-se nas biografias dos editores, e sim trazer indicações e hipóteses racionais sobre a atuação desses investidores, pequenos ou grandes, de forma a permitir comparações e possibilitar uma “tipologia” desses editores.

Orfeu, o encantador

Guy Jimenes

Orfeu, o encantador

Cia. das Letras

<p>Orfeu é um dos heróis gregos mais conhecidos entre nós, talvez pela consagrada versão de Vinicius de Moraes, que transplantou o mito ao Carnaval e aos morros cariocas da década de 1950. Com sua arte, Orfeu consegue comover até mesmo Hades,o deus dos infernos, que permite ao jovem levar sua amada de volta, com a condição de que no caminho ele não olhe para ela. O final da história, como muitos sabem, é dos mais trágicos. Como nos outros volumes da coleção, este traz um mapa da Grécia antiga, uma árvore genealógica das personagens, um glossário e um apêndice sobre a origem do mito e as várias interpretações que recebeu, além de apresentar as obras de arte inspiradas por ele, inclusive algumas realizadas no Brasil.</p>

O caso Dominique

Françoise Dolto

O caso Dominique

Zahar

Françoise Dolton, psicanalista membro da escola Freudiana de Paris e dedicada especialmente à psicanálise das criança, registrou com absoluta fidelidade todos os fatos dessa análise, caso raríssimo na história das publicações psicoanalíticas. Graças a esse livro, podemos ver um espetáculo de um emocionante adolescente perdido em um universo sem limites, incluindo os de espaço e tempo, e que, num deserto de palavras, busca um indício para tentar reencontrar sua ordem. O resultado não poderia ser mais surpreendente: o jovem, que no começo do tratamento era apenas uma espécie de personagem abstrato, quase um fantasma, e para o qual o imaginário era a única lei, aceita progressivamente uma realidade, que se tornará a base de seu comportamento.

O Circo no Risco da Arte

Emmanuel Wallon (org.)

O Circo no Risco da Arte

Autêntica

Durante mais de dois séculos, o circo inventou suas relações próprias com o corpo, a palavra, o objeto e o espaço sem deixar de manter sedutoras relações com outras disciplinas. Provenientes de novas escolas, as companhias de hoje desestruturam as categorias e as hierarquias tradicionais, concebendo obras nas quais a proeza não está mais em primeiro plano. A gente do circo contesta a noção de gênero menor inserindo-se com isso nas noções usufruídas pelas artes cultas? Os autores deste livro exploram um universo em que a noção de risco artístico recobre todas as direções.

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O Novo Espírito do Capitalismo

Luc Boltanski e Ève Chiapello

O Novo Espírito do Capitalismo

WMF Martins Fontes

Enquanto o capitalismo prospera, a sociedade se degrada. Ao lado do crescimento do lucro, cresce a exclusão. A verdadeira crise não é do capitalismo, mas sim da crítica ao capitalismo. Essa crise é analisada desde as raízes pelos sociólogos Ève Chiapello e Luc Boltanski, que traçam o perfil do novo espírito do capitalismo a partir de um exame inédito dos textos de gestão empresarial que alimentaram o pensamento do patronato, irrigaram as novas formas de organização empresarial: a partir de meados da década de 70, o capitalismo renuncia ao princípio fordista de organização hierárquica do trabalho e passa a desenvolver uma nova organização em rede, baseada na iniciativa de seus atores e na autonomia relativa do trabalho, mas à custa de garantias materiais e psicológicas. Esta obra sem igual é um convite à retomada das duas críticas complementares à crítica estética e à crítica social.As questões que deram origem a este livro nasceram da guinada quase completa da situação e das pequenas resistências críticas que, afinal de contas, foram opostas a essa evolução.

Apoio PAP

Negrinha

Jean-Christophe Camus e Olivier Tallec

Negrinha

Desiderata

No singelo cotidiano de uma menina de treze anos, aparentemente ingênua e semelhante a qualquer uma de suas colegas, uma sequência de acontecimentos insólitos dá início a uma aventura inesperada. Desde então, Maria entra em contato com uma faceta de sua cidade e de sua própria identidade, que ela nem sequer imaginava existir. Seguindo os passos da protagonista, o leitor percorre vários espaços da complexa cartografia carioca – paisagens tão próximas e tão distantes, como o morro do Cantagalo e o nobre bairro de Copacabana no auge de seu esplendor, durante os anos 50. Nesses cenários, desfilam os mais diversos personagens: a babá, o vendedor de amendoim, a dondoca, o porteiro e até mesmo o sambista Cartola, em uma espécie de participação especial.

O sabor do arquivo

Arlette Farge

O sabor do arquivo

EDUSP

O uso do arquivo e sua relação com a escrita da história constitui o objeto de reflexão deste ensaio de Arlette Farge, que escreve a partir de sua experiência ao trabalhar com documentos policiais do século XVIII conservados na Biblioteca do Arsenal e no Arquivo e na Biblioteca nacionais da França. Escrita do ponto de vista de uma historiadora tomada de paixão pelos arquivos, a narrativa descreve o mundo das bibliotecas em tom muitas vezes pessoal e irônico, convidando o leitor a participar do prazer de frequentar esses espaços onde a monotonia do copiar contrasta com as peripécias nelas descritas, onde a solenidade do ambiente parece não comportar a vivacidade dos acontecimentos e personagens que habitam os registros ali depositados, onde o silêncio sepucral é interrompido pelo murmúrio de milhares de palavras e frases registradas nos documentos.

O desafio biográfico escrever uma vida

François Dosse

O desafio biográfico escrever uma vida

EDUSP

Neste livro, François Dosse, sem negar a evolução do gênero biográfico – que decerto sofreu alterações profundas – distingue três modalidades de abordagem biográfica: a idade heroica, a idadde modal e, por fim, a idade hermenêutica. Para ele, ao se detectar uma evolução cronológica entre essas três idades, ver-se-á claramente que os três tipos de tratamento da biografia podem combinar-se e aparecer no curso de um mesmo período. O caráter híbrido do gênero biográfico, a dificuldade de classificá-lo numa disciplina organizada, a pulverização entre tentações contraditórias – como a vocação romanesca, a ânsia de erudição, a insistência num discurso moral exemplar – fizeram dele um subgênero há muito sujeito ao opróbio e a um déficit de reflexão. Desprezado pelo mundo sapiente das universidades, o gênero biográfico nem por isso deixou de fruir um sucesso público jamais desmentido, a atestar que ele responde a um desejo que ignora modismos.

Mein Kampf: A história do livro

Antoine Vitkine

Mein Kampf: A história do livro

Nova Fronteira

Antoine Vitkine procura entender os efeitos do livro Mein Kampf, escrito por Hitler. Uma tentativa de responder a perguntas como: Como o livro foi escrito? Por que razões teve um papel essencial na subida de Hitler ao poder? Vitkine escreve Mein Kampf: a história do livro como investigação ao efeito que a narrativa de Hitler continua tendo nos dias de hoje.

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O Ateliê de Giacometti

Jean Genet

O Ateliê de Giacometti

Cosac Naify

O escritor e dramaturgo francês Jean Genet (1910-1986), autor de As criadas, escreve sobre sua amizade com o escultor suíço Alberto Giacometti (1901-1966), reproduzindo conversas e buscando compreender uma das mais importantes obras escultóricas do século XX, que reflete o mal-estar espiritual europeu do pós-guerra. [Texto do editor] leia mais.

O inconsciente estético

Jacques Ranciere

O inconsciente estético

Editora 34

O autor não se propõe a entender como os conceitos freudianos se aplicam à interpretação de obras literárias e artísticas. Ao contrário, ele procura demonstrar como as formulações de Freud estão em estreita relação com os movimentos da arte ocorridos sobretudo a partir do romantismo, explorando as tensões entre a lógica do inconsciente freudiano e uma outra lógica, a do inconsciente estético.

Novos Rostos da Ficção Francesa: uma antologia

Luis Gomes

Novos Rostos da Ficção Francesa: uma antologia

Meridional

Quem sabe hoje em dia do que é feita a realidade contemporânea da ficção na França? Quem sabe esquecer um instante as horas gloriosas da História literária desse país para se concentrar verdadeiramente no quê, nesta hora em que redigimos estas poucas linhas, é produzido em termos de narrativa? Poucos são os que saberiam dar uma visão fiel deste assunto, de tal modo ele é florescente, variado, incoerente e de tal modo ele sofre para se manifestar ruidosamente sob o ângulo crítico, a se “definir” urbi et orbi. Todo o projeto desta breve antologia, forçosamente parcial, forçosamente tendenciosa, é para tentar desenhar um panorama da produção contemporânea acontecendo na França, através de algumas obras significativas, através das biografias de alguns de seus autores, através da definição de uma paisagem editorial. Por ocasião do Ano da França no Brasil, os idealizadores desta obra tentaram em suma um desvelamento que eles sabem incompleto, mas julgam muito útil.

O futuro da francofonia

Dominique Wolton

O futuro da francofonia

Sulina

Neste livro, O Futuro da Francofonia, Dominique Wolton reflete sobre o devir de uma língua falada por milhões de pessoas em todo o mundo e marcada pela produção de incontáveis obras de arte de primeira grandeza. Não se trata, como podem pensar os mais afoitos, de uma defesa patriótica de uma língua, mas da universalização de um princípio: a diversidade linguística como patrimônio inatacável. Todo país deve lutar para preservar sua identidade, sua cultura, sua história, sua língua. Nesta época de globalização, sob a pressão das potências econômicas, muitos países sentem a tentação de abrir mão do que lhes é mais caro em nome de uma suposta facilidade. A globalização, contudo, não pode significar homogeneização ou neocolonialismo. Ela precisa ser redimensionada em favor da diversidade cultural e pela diversidade cultural. Globalizar deve encurtar distância e estabelecer pontes, mas não empobrecer o repertório universal. Este livro de Dominique Wolton, ao falar do futuro da francofonia, aborda uma gama enorme de problemas, a começar pelo sentido da globalização. Afinal, precisamos de mais poliglotas ou de uma cultura dominada por uma única língua? A francofonia, assim como a lusofonia, pode, e deve, ser vista como resistência à uniformização? Ser moderno pode ser não ter medo de lutar em favor do que a ideologia hegemônica tenta rotular como anacrônico.

Mentira romântica e verdade romanesca

René Girard

Mentira romântica e verdade romanesca

É Realizações

Aquilo que habitualmente é catalogado como “crítica literária” pode ser dividido em dois grandes grupos: de um lado, as tentativas de teorias efetivamente científicas da literatura, que discutem e classificam as obras segundo sua natureza; de outro, textos talvez mais impressionistas, em que muitas vezes as obras são pretextos para se falar de assuntos relacionados. O primeiro grupo costuma ficar restrito à academia; o segundo circula entre o grande público, e pode ter um grande valor para a formação, não apenas intelectual, mas também de caráter. A obra de René Girard estabelece essa curiosa interseção. É científica na medida em que oferece um critério objetivo para a divisão das obras literárias em românticas ou romanescas. O modelo do desejo mimético – neste primeiro livro mais frequentemente chamado desejo triangular – também pode ser aplicado às relações de praticamente quaisquer personagens, à relação entre autor e leitor, entre autor e narrador, entre autor e autores, entre o autor e o desenvolvimento de sua obra, etc. Mas a obra de Girard, fazendo teoria da literatura, mostra que a literatura é uma tentativa de teorizar o desejo. Se a ciência explica a literatura, a literatura explica a vida. Aquelas impressões e intuições esparsas que norteavam a formação do caráter como faróis na noite escura são como que unificadas numa única grande luz.

Obsessão por fronteiras

Michel Foucher

Obsessão por fronteiras

Radical Livros

Vivemos em um mundo dominado por fronteiras. Tendo como pano de fundo a filosofia política de Kant, para quem um cidadão é alguém que se sente pertencente à uma comunidade política nacional delimitada por “marcas” e “limites”, tanto no tempo quanto no espaço, Michel Foucher analisa em Obsessão por fronteiras o funcionamento do mundo “globalizado” e sua suposta ausência de barreiras. Ao contrário daqueles para quem o mundo é um gigantesco mercado – mundo em que as fronteiras são um obstáculo desnecessário e um custo adicional para a circulação de bens e serviços -, Foucher encara o desafio de pensar os impactos sociais, políticos e econômicos das constantes divisões teritoriais ocorrendo em nosso tempo.

Os filósofos e o amor: de Sócrates a Simone de Beauvoir

Aude Lancelin e Marie Lemonnier

Os filósofos e o amor: de Sócrates a Simone de Beauvoir

Agir

Em Os filósofos e o amor: de Sócrates a Simone de Beauvoir, dois milênios de ideias sobre o amor são resumidos para o leitor interessado em conhecer melhor esse sentimento tão peculiar, capaz de oscilar entre a mais sublime idealização da alma e o mais mundano deleite da carne. “O pensamento sobre o amor sempre foi escrito com o próprio sangue dos filósofos, com suas dificuldades singulares, suas neuroses, seus êxitos amorosos.”, garantem as autoras. Engana-se quem pensa que a filosofia se debruça sobre o tema com base na pura racionalidade lógica. Os fracassos de Nietzsche em suas investidas junto às mulheres e o perfil galanteador de Sartre certamente tiveram influência sobre suas maneiras próprias de pensar a experiência amorosa. É por esse motivo que o leitor vai encontrar aqui pitadas biográficas de grandes filósofos que revolucionaram o mundo – e amaram.

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