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O Ódio à democracia

Jacques Rancière

O Ódio à democracia

Boitempo Editorial

“Ainda ontem, o discurso oficial opunha as virtudes da democracia ao horror totalitário[...]. Esse tempo passou. Enquanto certos governos se empenham em exportar a democracia pela força das armas, nossa intelligentsia não se cansa de apontar, em todas as esferas da vida pública e privada, os sintomas funestos do “individualismo democrático” e as injúrias do “igualitarismo” que destroem os valores coletivos, forjam um novo totalitarismo e conduzem a humanidade ao suicídio.

Para compreender essa mutação ideológica, não basta inscrevê-la no presente do governo mundial [...]. É preciso voltar ao escândalo primeiro que representa o “governo do povo” e entender as relações complexas entre democracia, política, república e representação.” [resumo do editor]

Sobre o autor:

Nascido em 1940 em Argel, o filósofo Jacques Rancière formou na École Normale Supérieure em Paris nos anos 60. Professor emérito de Universidade de Paris VIII desde o ano 2000, ele e conhecido por ter colaborado com o volume seminal Lire “Le Capital”, organizado pelo filósofo marxista Louis Althusser. Se distanciou do elitismo intelectual de Althusser em afirmar como uma da suas primeiras ideias políticas “que a política democrática surge da pressuposição da igualdade”.

Seu trabalho teórico abrange varias áreas como pedagogia, historiografia, filosofia, cinema, estética e arte contemporâneo, entre outros. Entre as suas obras maiores, A noite dos proletários: arquivos do sonho operário (1981, publicado no Brasil em 1988) fruto da sua produção inicial onde trata das experiências das classes trabalhadoras francesas no século XIX;  o mais recentemente Aisthesis, Scènes du régimes esthétique de l’art (2011) onde o autor procura repensar a crítica artística “para além de sua tendência desmistificadora”.

O diabo apaixonado seguido de Aventura do peregrino

Jacques Cazotte

O diabo apaixonado seguido de Aventura do peregrino

José Olympio Editora

O diabo apaixonado conta a historia de Alvare, que, em conversa com amigos sobre a cabala, é levado a evocar o diabo nas ruínas de Portici, perto de Nápoles. Movido pela curiosidade e desejoso de realizar a experiência, aceita o desafio proposto por seu amigo, Soberano, “profundo conhecedor das ciências ocultas”.

Também nesse volume temos o conto Aventura do peregrino, narrativa do encontro de um monarca e um peregrino conhecedor da essência humana.

Sobre o autor:

Jacques Cazotte, escritor francês, nasceu em 1719 (?), em Dijon, e morreu em 1792 em Paris. Sua obra é toda centrada na exploração do sobrenatural, sendo mais conhecida de todas O diabo apaixonado, de 1772, uma novela fantástica em que o herói supera o diabo.

O que Amar quer dizer

Mathieu Lindon

O que Amar quer dizer

P.O.L

“Eu tinha vinte anos e três anos e le me educou… Michel me ensinou com uma discrição tão absoluta que eu nem me dava conta daquilo que aprendia. A ser feliz, vivo. E me ensinou a gratidão.”
 

Aos 23 anos, Mathieu Lindon (Caen – França, 1955) encontrou no filósofo Michel Foucault o afeto paterno que não tinha na turbulenta relação com o pai, Jérôme, o mítico fundador das Éditions de Minuit. O que Amar quer dizer(2014) rememora a história dessa amizade, entre as festas no apartamento de Foucault, sob efeito de ácido lisérgico e heroína, nos anos 70, e a morte do filósofo, em 1984, em consequência da aids. Lindon já trabalhava como jornalista cultural no Libération e preparava uma consistente obra literária.

Sobre o autor:

Mathieu Lindon escritor, jornalista e crítico literário francês é filho do editor Jérôme Lindon. Publica o seu primeiro livro, Nossos prazeres, em 1983, com o pseudónimo de P.S. Heudaux. Começa a trabalhar como critico literário e logo como cronista pelo jornal francês Libération desde 1984 até hoje em dias. A sua obra, O que amar quer dizer recebeu o prêmio francês Médicis em 2011.

Assassinato na Torre Eiffel

Claude Izner

Assassinato na Torre Eiffel

Vestigio

Como inúmeros visitantes do mundo inteiro, Victor Legris, livreiro da rua dos Saints-Pères, está a caminho da Exposição Universal, onde a torre Eiffel, recentemente inaugurada, é a verdadeira estrela. Nesse início de verão de 1889, os parisienses têm dificuldade para circular na multidão aglutinada entre as barracas coloridas, nos corredores invadidos por riquixás chineses e adestradores egípcios.

No primeiro andar da torre, Victor vai se encontrar com Kenji Mori, seu sócio, e seu amigo Marius Bonnet, que acaba de lançar um novo jornal, o Passe-Partout. Mas o encontro é subitamente interrompido: uma mulher acaba de morrer, vítima de uma estranha picada. A partir daí, tem lugar uma série de mortes inexplicadas que vão marcar a vida de Victor Legris como investigador e fazer você mergulhar na capital dos impressionistas. [resumo do Editor]

Sobre o autor:

Claude Izner é o pseudônimo de duas irmãs, Liliane Korb e Laurence Lefèvre. Durante muito tempo, Liliane foi montadora de cinema, antes de se reconverter em bouquiniste nas margens do Sena, como sua irmã Laurence. As duas escrevem juntas e individualmente há muitos anos, tanto para os jovens como para o público adulto. As investigações de Victor Legris são hoje publicadas em mais de dez países.

Livros em chamas. A historia da destruição sem fim das bibliotecas

Lucien X. Polastron

Livros em chamas. A historia da destruição sem fim das bibliotecas

José Olympio

“Destruir uma biblioteca é um gesto que remonta à Antiguidade. Considerada subversiva ou não, símbolo do poder absoluto, a biblioteca está no centro das crises e dos conflitos. Muitas vezes ela é devastada. Do incêndio de Alexandria ao de Sarajevo (1992), passando por Roma, Bagdá, pela Inquisição, pela Revolução Francesa, o autor norteia suas pesquisas para as causas dos desastres, seja por intolerância religiosa, conflitos políticos, bem como por danos físicos e desastres naturais, como terremotos ou inundações, algumas vezes criminosos. O autor reconstitui os tesouros perdidos e parte em busca das pistas dos livros ainda localizáveis.” [resumo do editor]

Este livro recebeu apoio do Programa de Apoio à Publicação Carlos Drummond de Andrade da Embaixada da França no Brasil

Sobre o autor:

Lucien X. Polastron é escritor e historiador francês, especialista nas histórias do livro, da escrita e das bibliotecas.

Marx, manual de instruções

Daniel Bensaïd, Charb

Marx, manual de instruções

Boitempo Editorial

“O que disse Marx? Nesse pequeno curto livro, Marx, manual de instruções, publicado pela Boitempo, o filósofo e ativista político francês Daniel Bensaïd (1946-2010) oferece uma divertida introdução à vida e obra do pensador alemão. Um claro e elucidativo panorama que combina filosofia e dezenas de quadrinhos do provocativo cartunista francês Stéphane “Charb” Charbonnier, feitos especialmente para a obra; há humor e espírito de síntese, carregado de insights de um dos mais importantes teóricos anticapitalistas da contemporaneidade.” [resumo do editor]

Este livro recebeu apoio dos programas de Amparo à publicação do Instituto Français

Sobre o autor
Daniel Bensaïd nasceu em Toulouse em 1946. Foi filósofo e dirigente da Liga Comunista Revolucionária, e um dos militantes mais destacados dos movimentos de Maio de 1968. Professor de Filosofia da Universidade de Paris VIII, faleceu no dia 12 de janeiro de 2010, aos 64 anos.

Potências do tempo

David Lapoujade

Potências do tempo

n-1 eidções

“Apreender a duração e a mudança em si, independentemente de tudo aquilo que dura e de tudo aquilo que muda. Desdobrar o tempo, seus afetos e experiências, e descobrir a liberdade que a ele está vinculada. Potências do Tempo, de David Lapoujade, é uma leitura atenta e sensível da obra de Henri Bergson. Nela, Lapoujade parte de três aspectos – emoção, simpatia, apego – para retratar um outro Bergson. Pouco a pouco, veremos se revelar um Bergson matemático, um Bergson perspectivista ou ainda um Bergson médico da civilização. Se com muita frequência, esses termos só foram considerados como concessões feitas à pedagogia ou à elegância, aqui serão entendidos como conceitos de fato. Desse modo, torna-se possível resgatar a relação indissolúvel que existe entre tempo e afeto. Como afirma o autor, é para o lado da vida que iremos nos voltar, “para aquilo que faz de nós viventes, ou melhor, para aquilo que nos faz sentir viventes”.” [resumo do editor]

Este livro contou com o apoio dos programas de auxilio à publicação do Institut Français.

Sobre o autor:

David Lapoujade é filósofo e professor da Universidade de Sorbonne (Paris I). Foi aluno de Deleuze, tendo editado duas obras suas, postumamente: A Ilha Deserta, e o ainda inédito no Brasil, Deux Régimes de fous. É especialista em pragmatismo, principalmente da obra de William James, mas dedica-se também à obra de Bergson, Emerson, Deleuze e do escritor Henry James.

Azul é a cor mais quente

Julie Maroh

Azul é a cor mais quente

Martins Fontes - Selo Martins

A Martins Fontes selo Martins lança, em novembro, Azul é a cor mais quente, tradução da novela gráfica le bleu est une couleur chaude, da francesa Julie Maroh. O livro conta a história de Clementine, uma jovem de 15 anos que descobre o amor ao conhecer Emma, uma garota de cabelos azuis. Através de textos do diário de Clementine, o leitor acompanha o primeiro encontro das duas e caminha entre as descobertas, tristezas e maravilhas que essa relação pode trazer.
A novela gráfica foi lançada na França em 2010, já tem versões para o alemão e o espanhol e ganhou, em 2011, o Prêmio de Público do Festival Internacional de Angoulême. Além disso, foi filmada em 2012 pelo franco-tunisiano Abdelatiff Kechiche e levou a Palma de Ouro, prêmio mais importante do Festival de Cannes.
Em tempos de luta por direitos e de novas questões políticas, Azul é a cor mais quente surge para mostrar o lado poético e universal do amor, sem apontar regras ou gêneros.

Sobre a autora:

Julie Maroh nasceu na cidade de Lens, França, em 1985. Formou-se em artes visuais e estreou em 2011 como autora de graphic novels Le bleu est un couleur chaude – história que começou a ser desenvolvida quando Maroh tinha apenas 19 anos. A quadrinista é lésbica e ativista do movimento pelos direitos dos homossexuais, e mantém contato com seus leitores no site www.juliemaroh.com, apresentando e discutindo diversos assuntos, de quadrinhos a política.

Sobretudo de Proust

Lorenza Foschini

Sobretudo de Proust

Rocco

A paixão ou quase obsessão do magnata francês Jacques Guérin pela obra do escritor Marcel Proust e por livros raros e manuscritos é o tema deSobretudo de Proust : história de uma obsessão literária. O livro tem autoria da jornalista Lorenza Foschini, que reconstrói a trajetória de Guérin em sua obstinada odisseia para preservar fotos, cartas, rascunhos e versões
de Em busca do tempo perdido, e também o famoso sobretudo sempre usado pelo escritor. Graças ao cuidado que Guérin teve pelos objetos, existe atualmente uma réplica exata do quarto de Proust no Carnavalet, museu parisiense. O livro evoca também a sociedade francesa do início do século XX, repleta de escritores e artistas, como Apollinaire e Picasso.

O erro de Narciso

Louis Lavelle

O erro de Narciso

É realizações

O livro traz à tona os conflitos e armadilhas do amor-próprio. Mostra como a vaidade do querer ser ou de se mostrar sendo, da falsa imagem de si, prejudica a consciência de viver. O erro de Narciso trabalha a angústia existencial e o subjetivismo isolado.

A presença total e ensaios reunidos

Louis Lavelle

A presença total e ensaios reunidos

É realizações

A presença total e ensaios reunidos é o conjunto de temas relevantes da obra de Louis Lavelle, como o ser, a existência, a liberdade, o ato, o valor, a participação e a intersubjetividade. De suas experiências dolorosas, Lavelle soube fazer um caminho para a espiritualidade.

A Ontologia Axiológica de Louis Lavelle

Tarcísio Padilha

A Ontologia Axiológica de Louis Lavelle

É realizações

Com a mesma força e hospitalidade de Louis Lavelle, Tarcísio Padilha fala sobre o relativo e o absoluto e a verdade eterna dentro da problemática de seu tempo, trazendo soluçõe para problemas relativos ao tempo-espaço.

Ao pé do muro

Cesare Battisti

Ao pé do muro

Martins Fontes

Cesare Battisti produziu uma obra de ficção baseada em seu tempo na prisão.Ao pé do muro, é o último da trilogia composta por “Minha fuga sem fim” e “Ser bambu”. Battisti escreveu o romance na cárcere enquanto esperava uma decisão do governo brasileiro sobre se o extraditava ou não para a Itália. O livro acaba de ser lançado no Brasil, contando com a presença do autor. Ao pé do muro foi escrito originalmente, em francês.

O meu primeiro dicionario de ecologia

Marc Germanangue e Bruno Goldman

O meu primeiro dicionario de ecologia

Pallas

O derretimento das calotas polares, o aquecimento do planeta, a escassez de água, o uso sem limites de resursos naturais, a extradição indiscriminada de combustíveis fósseis, o aumento no buraco da camada de ozônio, o desmatamento das florestas… Precisamos tomar alguma atitude já! A preservação do planeta se tornou uma preocupação urgente e temos que fazer a nossa parte. Apresentando os princípios básicos para a preservação do meio ambiente, O meu primeiro dicionário de ecologia nos mostra que pequenos hábitos podem fazer a diferença, ensiando as novas gerações a lutar por um futuro melhor para todo o planeta.

Como fazer amor com um negro sem se cansar

Dany Lafferière

Como fazer amor com um negro sem se cansar

Editora 34

Sucesso imediato de público e de crítica, Como fazer amor com um negro sem se cansar é o romance de estreia de Dany Laferrière, um dos principais escritores contemporâneos de língua francesa, nascido no Haiti em 1953. Com altas doses de humor, erotismo, sarcasmo e poesia, a obra retrata o cotidiano e as fantasias de dois jovens negros exilados no Quebec durante um tórrido verão dos anos 70. Ao som de muito jazz, sexo e boa literatura, este é um livro que ri – e faz rir – dos estereótipos culturais e sexuais. [Texto do editor]

Saiba mais aqui

Alberto Giacometti: Textos de Jean-Paul Sartre

Jean-Paul Sartre

Alberto Giacometti: Textos de Jean-Paul Sartre

WMF Martins Fontes

Alguns dos mais belos textos sobre arte moderna foram escritos sobre a obra de Alberto Giacometti (1901-1966), entre os quais os dois ensaios de Jean-Paul Sartre (1905-1980) apresentados nesta edição: “A busca do absoluto” e “As pinturas de Giacometti”. Eles foram publicados originalmente em periódicos, por ocasião de exposições de Giacometti em 1948 e 1950. Desde então, esta é a primeira vez que são reunidos num único volume. [Texto do editor]

Leia mais

Diário de Luto

Roland Barthes

Diário de Luto

WMF Martins Fontes

Diário de Luto consiste na verdade em um diário de fato, mantido pelo semiólogo e escritor Roland Barthes entre 26 de outubro de 1977, dia seguinte ao da morte de sua mãe e 15 de setembro de 1979. Trata-se de um conjunto de 330 fichas quase todas datadas e reunidas pela primeira vez em livro.

História do Pé e Outras Fantasias

Jean-Marie Gustave Le Clézio

História do Pé e Outras Fantasias

Cosac & Naify

A História do Pé e Outras Fantasias é o último livro do francês J. M. G. Le Clézio, Prêmio Nobel de 2008. Trata-se do terceiro título deste autor publicado pela Cosac Naify. A obra consiste em uma composição de histórias independentes que remontam ao fascínio de Le Clézio pelo universo simbólico africano, na busca de uma interseção entre o eclético visto de fora, e a leitura interior do próprio autor em sua vivência literária.

3 volumes de Titeuf

Zep

3 volumes de Titeuf

Vergara & Riba

O personagem de quadrinhos Titeuf chega ao Brasil com grande expectativa da parte do público. Trata-se de uma série, criada pelo cartunista suíço Zep, que já conta com 15 álbuns e foi lançada em 25 países. A V&R lançou neste mês os dois primeiros: Deus, o sexo e os suspensórios e O amor é nojento… O terceiro, Do que elas gostam, está previsto para o segundo semestre.

Mutações: Elogio à Preguiça

Adauto Novaes (org.)

Mutações: Elogio à Preguiça

SESC SP

“A arte nasceu de um bocejo sublime…”, afirmou o grande escritor Mário de Andrade, ao defender
as preguiças iluminadas dos filósofos gregos. Elogio à preguiça é o quinto livro da série Mutações
organizada por Adauto Novaes. Aqui, vinte e dois pensadores tomam a preguiça ou o universo do
preguiçoso como fundo para discussões sobre temas como poesia e preguiça; o laço invisível que
ata preguiça e pecado; a produtividade do trabalho e a falsa promessa do tempo liberado; e o
elogio dos gregos à preguiça, para quem “pensar é o passeio da alma”.

Vivo até a morte: seguido de Fragmentos

Paul Ricoeur

Vivo até a morte: seguido de Fragmentos

WMF Martins Fontes

Paul Ricoeur foi um dos grandes filósofos e pensadores franceses do século XX. Em 1996, com 83 anos, ele reflete sobre a morte. A morte de quem já morreu e sua própria morte. O que acontece depois? “Passagem a outro estado de ser, espera de ressurreição, reencarnação ou, para espíritos mais filosóficos, mudança de estatuto temporal, elevação a uma eternidade imortal.”. “O que são os mortos?”.
Textos de sobreviventes dos campos de deportação e um confronto com um livro de Xavier Léon-Dufour sobre a ressurreição são duas mediações pelas quais passa a reflexão de Paul Ricoeur sobre a morte.
O livro é composto também por uma segunda parte, a parte que o filósofo chamou de fragmentos. Pequenos textos escritos por ele em 2004 e 2005, sendo o último, um mês antes de sua morte.

O livro contou com a ajuda dos Programas de apoio à publicação do Instituto Francês.

Pinóquio

Winshluss

Pinóquio

Globo

A adaptação contemporânea e sombria da famosa obra de Carlo Colodi por o Winshluss, vencedora do Grand Prix de Angoulême 2009, ganha tradução no Brasil pela editora Globo. A obra original em francês esta disponivel na Mediateca da Maison de France !

O amor da língua

Jean-Claude Milner

O amor da língua

Editora Unicamp

Jean-Claude Milner, linguista francês, apresenta, nesse livro, os efeitos de suas incursões no meio psicanalítico francês.  O amor da língua realiza uma leitura dos fundamentos da linguística a partir da consideração da hipótese do inconsciente.

O gosto do cloro

Bastien Vivès

O gosto do cloro

Barba Negra

O gosto do cloro conta a história de dois jovens que se encontram casualmente em uma piscina pública de Paris. Ela nada por distração e ele por recomendações médicas. Aos poucos o interesse dele em relação a ela começa a surgir. Retratando romances e relações casuais, O gosto do cloroganhou o prêmio Revelação Essencial do Festival de Angoulême, em 2009.

Apoio PAP

A teoria da revolução no jovem Marx

Michael Löwy

A teoria da revolução no jovem Marx

Boitempo

Esta obra procura ser, essencialmente, um estudo da evolução política e filosófica de Marx no contexto histórico das lutas sociais na Europa durante os anos de 1840-48 e, em particular, sua relação com as experiências de luta da classe operária em formação e com o primeiro movimento socialista/comunista. Löwy busca relatar o aparecimento, no jovem Marx, de uma nova concepção do mundo – a filosofia da práxis, fundamento metodológico de sua teoria da revolução como autoemancipação do proletariado. O livro é resultado de uma pesquisa interdisciplinar que se vincula, ao mesmo tempo, à sociologia, à história social, à filosofia e à teoria política.

Brumas sobre a Pont de Tolbiac

Léo Malet. Ilust: Jacques Tardi

Brumas sobre a Pont de Tolbiac

Zarabatana Books

Anos 1950. Nas brumas parisienses do 13º Arrondissement, o detetive Nestor Burma é surpreendido por seu passado – uma jovem cigana das ruas o guia até o Hospital de La Salpêtrière, onde ele descobre um cadáver que o remete ao tempo em que ‘Dinamite Burma’ frequentava a célula anarquista do bairro e ao atentado da Pont de Tolbiac, um misterioso caso ocorrido há vinte anos, mas nunca esclarecido.

Enquête sur les modes d’existence

Bruno Latour

Enquête sur les modes d’existence

La Découverte

Dando continuidade ao trabalho iniciado em seu clássico “Jamais fomos Modernos”, Bruno Latour investiga aqui a noção de “modo de existência” (tanto uma forma de ser quanto um tipo particular de condição – ou regime – de verdade).Esta investigação nos leva refletir sobre o que herdamos dos Modernos e o que, efetivamente, conseguimos criar de original.

Petite philosophie du zombie

Maxime Coulombe

Petite philosophie du zombie

PUF

“Os zumbis estão em toda parte, no cinema, na televisão, nas ruas, nas livrarias. Grotescos e aterrorizantes, poderiam ser apenas uma tendência kitsch, uma moda (…) mas eles põe em questão os limites da condição humana: a  da consciênia, da vida e da civilização”

HHhH

Laurent Binet

HHhH

Companhia das Letras

HHhH (Himmlers Hirn heisst Heydrich, ou o cérebro de Himmler se chama Heydrich) é o hábil romance histórico de Laurent Binet descrevendo a trajetória de um dos episódios importantes do III Reich: a morte de Reihardt Heydrich, o “cérebro de Himmler” do título, comandante da Boêmia-Morávia (atual República Tcheca), pelos resistentes tchecos em maio de 1942.

O livro recebeu o Prêmio Goncourt de 2010.

O Encantador

Lila Azam Zanganeh

O Encantador

Alfaguara

“‘Lemos para reencantar o mundo’, escreve Lila Azam Zanganeh neste estudo magistral a respeito de Nabokov.(…) Com um texto imaginativo, vibrante, ela mergulha o leitor – e a si mesma – no universo cintilante de livros como Lolita, Fala, memmória ou Ada para alcançar o cerne da visão nabokoviana da felicidade e da beleza” (4a capa)

A Espuma dos Dias

Boris Vian

A Espuma dos Dias

CosacNaify

“Obra-prima do escritor francês Boris Vian, A Espuma dos Dias faz uso de imagens poéticas e surreais para apresentar um universo absurdo. Trata-se da história dos amigos Colin, Chick, Nicolas, Chloé, Alise e Isis, que vivem em Paris num ambiente repleto de referências ao jazz e ao existencialismo dos anos 1950″ (do site da CosacNaify).

Este livro recebeu apoio do PAP (Programa de Apoio à Publicação Carlos Drummond de Andrade) da Embaixada da França no Brasil.

Coleção ArteFíssil

ArteFíssil

Coleção ArteFíssil

Contraponto

A coleção ArteFíssil da Editora Contraponto (RJ) propõe títulos importantíssimos para a compreensão da Estética e da História da Arte das últimas décadas, enfatizando o diálogo interdisciplinar entre a Filosofia, os estudos de mídia e as diversas teorias da imagem. Destaques para obras seminais de Georges Didi-Huberman, Philippe-Alain Michaud e Aby Warburg.

Hubris. La Fabrique du monstre dans l’art moderne

Jean Clair

Hubris. La Fabrique du monstre dans l’art moderne

Gallimard

“A arte moderna frequentemente se devotou à feiúra. Anatomias disformes, composições incongruentes, vontade de surpreender e de chocar: quem ousaria ainda falar de beleza nestes tempos? (…) Jean Clair propõe uma leitura antropológica da estética moderna que entrecruza história da arte, história das ciências e história das idéias”

Transformar a metrópole – Igreja Católica, territórios e mobilizações sociais em São Paulo 1970-2000

Catherine Iffly

Transformar a metrópole – Igreja Católica, territórios e mobilizações sociais em São Paulo 1970-2000

UNESP

Transformar a metrópole é uma ampla investigação sobre as razões que explicam a mudança do papel político da Igreja católica no Brasil a partir dos anos 1980. Mais do que um estudo sobre os bastidores das disputas religiosas, o livro propõe uma reflexão que restitui o entrelaçamento de vários elementos e a complexidade do quadro político e social.

Man Ray

Man Ray

Man Ray

Cosac Naify

A coleção Photo Poche foi criada por Robert Delpire em 1982, na França, para prestigiar os grandes nomes da fotografia. Esse ano, no Brasil, a editora Cosac Naify lançou algumas dessas obras traduzidas. Em cada volume pode-se encontrar, além de uma seleção de imagens criteriosa, um texto de apresentação, biografia e bibliografia.

Man Ray – coleção Photo poche – volume 2 é composto por fotos de Man Ray, texto de Merry A. Foresta e tradução de André Telles. Man Ray é considerado um dos grandes nomes da fotografia surrealista.

Para mais informações sobre os volumes disponíveis, clique aqui.

Para informações sobre a Photo Poche, clique aqui.

O homem nu (Mitológicas 4)

Claude Lévi-Strauss

O homem nu (Mitológicas 4)

Cosac Naify

Neste livro, Claude Lévi-Strauss analisa a mitologia indígena norte-americana, mostrando como funciona a estrutura de mitos na prática e revelando a importância dos dados etnográficos, ecológicos, astronômicos e meteorológicos para compreender o significado dos mitos.
Apoio PAP
20 Mil Léguas Submarinas

Jules Verne

20 Mil Léguas Submarinas

Zahar

Neste clássico de Jules Verne, o leitor é transportado para 1866, ano em que navios de diferentes nacionalidades começam a naufragar e sofrer misteriosas avarias. As descrições revelam que um ser “comprido, fusiforme, fosforescente em certas ocasiões, infinitamente maior e mais veloz que uma baleia” seria o responsável. Imediatamente, governantes e homens da ciência mobilizam-se para deter o misterioso monstro marinho.
Coleção Clássicos – Edições Comentadas. Ilustrações originais. Páginas: 456pp.

Saiba mais

Escravos

Kangni Alem

Escravos

Pallas

Esta obra conta a história dos primeiros afro-brasileiros. No início do século XIX, o tráfico negreiro fez a fortuna dos senhores de escravos e seus aliados no continente africano. O único que se atreve a falar contra a escravidão, o rei Adandozan, é deposto. Seu súdito mais fiel, um jovem mestre de rituais, é vendido para um comerciante Inglês e enviado como escravo ao Brasil. O autor narra a saga desse personagem que, depois de 24 anos como escravo e de participar de inúmeras revoltas, retorna à África para honrar a memória do seu rei, morto no esquecimento, para um país que o tornara estrangeiro.

Apoio PAP

Freud – Mas porque tanto odio?

Elisabeth Roudinesco

Freud – Mas porque tanto odio?

Zahar

Em 2010, o filósofo francês Michel Onfray lançou na França o polêmico Le crépuscule d’une idole. Nas páginas Freud é tratado como impostor, homofóbico, incestuoso e fascista. Pouco tempo depois a psicanalista Elisabeth Roudinesco lançou sua resposta, apontando erros de apuração, fatos forjados e acusações maliciosas como a de que o mestre da psicanálise teria mantido um caso com a cunhada por quarenta anos. A autora ainda mostra como as acusações apresentadas não são novas, são boatos antigos criados por quem buscava apenas atrair as atenções da mídia.
Para Roudinesco, tanto ódio, porém, tem justificativa: ninguém derruba uma série de mitos, como os relacionados ao sexo, sem pagar um alto preço por isso.
Completando a edição estão ainda cinco artigos assinados por profissionais da área de história, filosofia e psiquiatria e uma entrevista publicada na revista Le Nouvel Observateur, em que ela esclarece os constantes ataques à psicanálise.
“O ódio a Freud se manifestou desde os seus primeiros escritos. Ele é da mesma natureza que o ódio a Darwin. Freud realizou algo que parece intolerável à humanidade. É a revolução do íntimo.” Elisabeth Roudinesco
A arte do presente

Ariane Mnouchkine

A arte do presente

Cobogó

O livro A arte do presente é a reunião de entrevistas feitas com Ariane Mnouchkine, diretora do Théâtre du Soleil, por Fabienne Pascaud, jornalista que acompanhou a fundadora e sua companhia de teatro.

Um Banto em Washington seguido de um Banto em Djibuti

Célestin Monga

Um Banto em Washington seguido de um Banto em Djibuti

Martins Fontes

Um banto em Washington de Célestin Monga é um relato autobiográfico do autor. O livro conta a história de uma publicação feita por Monga num jornal da República de Camarões que provoca revoluções e até algumas mortes, mudando assim as diretrizes políticas do país. A obra finaliza com o exílio do autor nos Estados Unidos, onde exerce funções altas no Banco Mundial. Outro título que completa o livro é Um Banto em Djibuti que conta, em forma de diário de viagem, suas impressões sobre Chifre da África.
Celéstin Monga é, hoje, Lead Economist e vice-presidente do Banco Mundial em Washington e é considerado um dos mais importantes pensadores da democracia em nossos dias.

A coragem da verdade – O governo de si e dos outros II

Michel Foucault

A coragem da verdade – O governo de si e dos outros II

Martins Fontes

A coragem da verdade é o último curso ministrado por Foucault no Collège de France, que analisava o “dizer a verdade” na política para estabelecer um número de condições éticas às regras formais do consenso: coragem e convicção.

Esse curso foi realizado de fevereiro a março de 1984, pouco antes da morte de Michel Foucault, 25 de junho do mesmo ano.

Apoio PAP

A diaba e sua filha

Marie Ndiaye

A diaba e sua filha

Cosac Naify

“Este conto de Marie Ndiaye é uma história extraordinária, repleta de mistério e sedução, que confirma a ideia de que aquilo que chamamos Literatura Infantil é, muitas vezes, um esteriótipo fundado numa falsa menoridade da criança e na verdadeira arrogância do adulto. [...] Ndiaye escreve sobre os nossos medos e o modo como eles são coletivamente construídos. Escreve sobre a necessidade de classificarmos os outros e os arrumarmos em bons e maus, em anjos e monstros. Nestas páginas se inscreve, enfim, a facilidade em culparmos e diabolizarmos os que são diferentes e os modo como os sinais de aparência (no caso, os pés de cabra) se erguem como marca de fronteira entre os “nossos” e os “do lado de lá”.”

Apoio PAP

Cartas Iluministas: Correspondência  selecionada e anotada

Voltaire; André Telles e Jorge Bastos

Cartas Iluministas: Correspondência selecionada e anotada

Zahar

Além da obra filosófica, literária e cinetífica, Voltaire escreveu cerca de 17 mil cartas. A presente seleção acompanha sua trajetória e abre uma janela para a grande revolução iluminista, da qual ele foi um dos lúcidos articuladores.

Abrangendo sessenta anos de vida epistolar, as cartas reunidas em Cartas iluministasmostram Voltaire em momentos e estados de espírito os mais diversos: irônico, ao dar conselhos literários a Frederico II; ponderado, ao discutir verbetes da Enciclopédia com Diderot e D’Alembert; prestativo, ao recomendar um amigo para um emprego; ou mesmo hipocondríaco, quando se estende sobre seus problemas de saúde. Também podemos vê-lo sarcástico e inflexível, em seus duelos com o desafeto Jean-Jacques Rousseau, ou meramente pragmático, ao negociar preços de terras ou vender relógios suíços para Catarina da Rússia…

Cartas Iluministas traz mais de 150 cartas – incluindo a célebre querela com Rousseau sobre os benefícios e o valos da civilização e da literatura – uma apresentação, breves perfis e índice dos destinatários das cartas, cronologia de vida e obra de Voltaire e cerca de 200 notas esclarecedoras de alusões, contextos e personagens citados.

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País sem chapéu

Dany Laferrière

País sem chapéu

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Depois de vinte anos no exílio, um artista volta à sua cidade de origem — Porto Príncipe, Haiti. País sem chapéu é o relato desse regresso, da sequência de redescobertas, perplexidades e decepções que ele proporciona. Ao regressar ao Haiti, o protagonista reencontra antes de tudo duas velhas senhoras, a mãe e a tia, últimos remanescentes de uma família mutilada e dispersa pelas ditaduras. Pela boca delas, recobra de saída seu velho apelido familiar, “Velhos Ossos”, e um mundo de lembranças íntimas. Por meio delas, também percebe aos poucos a profundidade das mudanças ocorridas nas duas décadas de exílio, que vão muito além do visível. Passo a passo, nas andanças pela cidade, Velhos Ossos vai tomando contato com uma realidade estranha, em que o mundo mítico dos mortos incide diretamente no plano do cotidiano, alterando as relações entre os vivos. Agora, mais do que nunca, não se sabe mais quem está de um lado, quem do outro. Paralelamente, o personagem vai revendo seus grandes amigos e amores da juventude, e nesses reencontros pode olhar em perspectiva seu próprio percurso existencial. No contraste entre realidade e memória, percebe, com boas doses de humor autoirônico, quanto estranhamento se instalou em meio à identificação que perdura.

Perspectivas dos Escritos e Outros Escritos de Lacan – Entre desejo e gozo.

Jacques-Alain Miller

Perspectivas dos Escritos e Outros Escritos de Lacan – Entre desejo e gozo.

Zahar

Dando seguimento à sua análise da obra de Lacan, Jacques-Alain Miller desenvolve aqui ideias contidas nos Escritos e Outros Escritos - dois clássicos da psicanálise – para discutir o que a psicanálise faz, pode ou deve fazer de si mesma.

Duplo canto e outros poemas

François Cheng

Duplo canto e outros poemas

Ateliê Editorial

Poeta sino-francês, François Cheng é um sintetizador dessas duas extraordinárias vertentes da civilização. Sua simbiose enlaça a tradição de litetatura e pensamento zen, na sua expressão ideográfica distinta, à nossa tradição radicalmente inovadora da perspectiva aberta por Mallarmé. Integrador de imagens e culturas, Cheng muito nos enriquece a vivência literária: no caso dos leitores de língua portuguesa, graças ao pleno encontro do tradutor Bruno Palma com o mestre sino-francês, recriando-o admiravelmente em nossa língua.

Aisthesis – Scènes du régime esthétique de l’art

Jacques Rancière

Aisthesis – Scènes du régime esthétique de l’art

Galilée

“Jacques Rancière examina uma quinzena de eventos célebres ou obscuros, onde se pergunta o que constitui a arte e o que ela produz. (…) Uma história da modernidade artística bem distante do dogma modernista.”

O conflito, a mulher e a mãe

Elisabeth Badinter

O conflito, a mulher e a mãe

Record

Um livro que questiona o mito de que toda mulher tem o desejo e o instinto natural de ser mãe. A autora reflete e pondera sobre os efeitos e causas da queda acentuada nas taxas de natalidade em todos os países desenvolvidos, o aumento do número de mulheres que não querem ter filhos, o renascimento do discurso naturalista para conquistar as mulheres no seu papel de mães e uma espécie de “ditadura do aleitamento materno”. A maternidade agora está carregada de expectativas, restrições, obrigações e Badinter reflete sobre essas mudanças na sociedade de hoje.

Cinefilia

Antoine de Baecque

Cinefilia

Cosac Naify

A partir de personalidades como Godard, Truffaut, Chabrol, Rivette e Bazin, e dos debates da nouvelle vague, Antoine de Baecque refaz o percurso dos anos 1940 a 1960, abordando as principais publicações dedicadas à crítica de cinema, como os Cahiers du cinéma ePositif. O livro mostra como a cinefilia conquistou seu lugar na história cultural do século XX ao inventar uma forma de ver e compreender o mundo através do cinema.
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A Cavalaria – Da Germânia antiga à França do século XII

Dominique Barthélemy

A Cavalaria – Da Germânia antiga à França do século XII

UNICAMP

O que foi historicamente a Cavalaria? Seus registros na documentação medieval não estão limitados às narrativas ficcionais, e é legítimo perguntarmos que ligação a literatura cortês, que nos fascina com Lancelote, Ivan e Tristão, tem com a cavalaria tal como nos surge a partir de um quadro documental mais vasto. Em nossa memória, entram em acordo e, por vezes, se diluem em dado comum os conceitos de Cavalaria e cortesia. No entanto, ambos merecem tratamento histórico diferenciado. O que, portanto, define a Cavalaria? Dominique Barthélemy discute essas questões com profundidade e convence-nos do quanto nossa imaginação da Cavalaria é quixotesca e quão mais antiga e complexa é sua realidade documental.

O anti-Édipo: Capitalismo e esquizofrenia 1

Gilles Deleuze e Félix Guattari

O anti-Édipo: Capitalismo e esquizofrenia 1

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Este é um livro revolucionário, em múltiplos sentidos. Não só porque seus autores o escreveram sob o influxo de Maio de 68, mas sobretudo porque seu alvo é compreender e libertar a potência revolucionária do desejo, dinamitando as categorias em que a psiquiatria e a psicanálise o enquadraram.

No centro do conflito está a concepção freudiana do inconsciente como teatro e representação – e sua pedra de toque, o drama de Édipo. Para Deleuze e Guattari, ao contrário, o inconsciente não é teatro, mas usina; não é povoado por atores simbólicos, mas por máquinas desejantes; e Édipo, por sua vez, não passa da história de um longo “erro” que bloqueia as forças produtivas do inconsciente, aprisiona-as no sistema da família e assim as remete a um teatro de sombras.

Com agilidade impressionante, O anti-Édipo combina dispositivos da filosofia, da literatura, da antropologia, da arte, da economia, da ciência, da política e da biologia para articular uma crítica radical da cultura que acabou por definir uma das linhas de força do pensamento contemporâneo.

O governo de si e dos outros

Michel Foucault

O governo de si e dos outros

WMF Martins Fontes

O curso ministrado por Michel Foucault em 1983 no Collège de France inaugura uma pesquisa sobre a noção de parrésia. Com isso, Michel Foucault dá seguimento a seu trabalho de releitura da filosofia antiga. Por meio do estudo dessa noção (dizer a
verdade, falar com franqueza), Foucault reinterroga a cidadania grega, mostrando como acoragem da verdade constitui o fundamento ético esquecido da democracia ateniense. Ele descreve também a maneira como, com a decadência das cidades, a coragem da verdade se transforma e se torna uma palavra pessoal dirigida à alma do Príncipe, dando uma nova leitura da sétima carta de Platão. Numerosos tópoi da filosofia antiga são revisitados: a figura platônica do filósofo-rei, a condenação da
escrita, a recusa do engajamento da parte de Sócrates.

Neste curso, Foucault constrói uma figura do filósofo no qual ele se reconhece: ao reler os pensadores gregos, é sua própria inscrição na modernidade filosófica que ele assegura, é sua própria função que ele problematiza, é seu modo de pensar e de ser que ele define.

Introdução ao direito francês

Thales Morais da Costa (coordenador)

Introdução ao direito francês

Juruá Editora

Esta Introdução ao Direito Francês tem o mérito de ser escrita por jovens pesquisadores que têm uma dupla cultura jurídica, a do Brasil e a da França e, a partir deste fato, as comparações realizadas entre o direito francês, que é o principal objeto de análise, e o direito brasileiro, que é, de certa maneira, o sistema jurídico de referência, permitem ao leitor brasileiro melhor apreender as diferenças entre os dois.

A terra e o céu de Jacques Dorme

Andreï Makine

A terra e o céu de Jacques Dorme

Cosac Naify

A história de amor vivida entre um aviador e uma enfermeira, ambos franceses, em Stalingrado durante a Segunda Guerra, é narrada por um escritor nascido na Rússia, que décadas mais tarde vive exilado na França.
O relato dessa paixão foi ouvido na adolescência, quando o narrador conheceu Alexandra num orfanato destinado a filhos de pais que desagradaram o stalinismo, como ele.As aventuras de Jacques Dorme contadas por Alexandra, assim como o contato com a língua francesa, falada por ela, marcaram o rapaz.
Anos depois, o narrador volta clandestinamente àquelas terras geladas em busca de suas origens e transforma suas memórias em um livro que o consagra e o desilude.

A guerra de Alain: as memórias do soldado Alan Ingram Cope

Emmanuel Guibert

A guerra de Alain: as memórias do soldado Alan Ingram Cope

Zarabatana Books

A Guerra De Alan é o relato gráfico da vida do soldado norte-americano Alan Ingram Cope durante a Segunda guerra mundial. A graphic novel mostra a fase de alistamento e treinamento do jovem em bases militares norte-americanas, os combates nos últimos meses da guerra na França e Alemanha, e a vida de Alan no pós-guerra na Europa. A adaptação das lembranças de Cope para hq são executadas com maestria e sensibilidade pelo desenhista Emmanuel Guibert e, embora os acontecimentos se passem durante os momentos mais terríveis da história do século XX, o soldado mantém um estreito contato com as artes (literatura, poesia e música) e com os amigos que vai conquistando pelo caminho.

Os três Mosqueteiros

Alexandre Dumas

Os três Mosqueteiros

Zahar

Desde 1844, a história de Os três mosqueteiros já passou por diversas adaptações. Durante muitos anos, as aventuras de Athos, Porthos, Aramis e d’Artagnan penetraram no imaginário coletivo da humanidade, fazendo esse romance ganhar o status de verdadeiro mito cultural. Essa nova tradução – integral, ilustrada e anotada – permite que os leitores de hoje voltem a ter contato com o texto original de Alexandre Dumas.

Por uma antropologia da mobilidade

Augé, Marc

Por uma antropologia da mobilidade

EDUFAL: UNESP

Em seu livro “Por uma antropologia da mobilidade”, Marc Augé dá prosseguimento ao projeto de uma antropologia dos mundos contemporâneos, ou seja, de culturas e sociedades cada vez mais postas em contato nas condições específicas do que denomina sobremodernidade.
Para ele, é possível referir-se a uma mobilidade sobremoderna, caracterizada pelo deslocamento de indivíduos, produtos e sentidos. Há também em curso uma notável urbanização do mundo, com cidades interligadas em redes de transporte e de comunicação que estabelecem um novo cenário para os indivíduos, as culturas e as identidades. Tal cenário é tomado por sujeitos sociais transnacionais em circulação crescente, como empresários, imigrantes, trabalhadores clandestinos, exilados, turistas, cientistas, artistas, desportistas de alta performance etc.
Augé nos propõe em “Por uma antropologia da mobilidade” um sobrevoo em torno de noções que norteiam um propósito reflexivo sobre essa mobilidade, como as de fronteira, urbanização, migração, viagem e utopia. Em capítulos curtos e sintéticos, temos um posicionamento a um só tempo crítico e prospectivo sobre alguns dos maiores desafios das sociedades atuais. E no seu enfrentamento as dimensões política e educacional de nosso envolvimento tornam-se incontornáveis.
Bruno César Cavalcanti
Rachel Rocha de A. Barros
Laboratório da Cidade e do Contemporâneo
Instituto de Ciências Sociais

Universidade Federal de Alagoas

A prosperidade do vício: uma viagem (inquieta) pela economia

Daniel Cohen

A prosperidade do vício: uma viagem (inquieta) pela economia

Jorge Zahar

Com momentos de suspense e sem “economês”, esse livro surpreendente leva o leitor a uma viagem no tempo, para revelar como a economia tem moldado a sociedade – do surgimento da agricultura à recente crise financeira em Wall Street. Reconstituindo as peripécias do homem para produzir e acumular riquezas, aponta para o futuro com indagações perturbadoras. Para onde o capitalismo nos conduz? A humanidade pode evitar o colapso ecológico? Narrativa vibrante em que história, política e meio ambiente se fundem para mostrar que o modelo econômico baseado na obsessão pela prosperidade está ultrapassado.

O dinheiro e as letras: História do capitalismo editorial

Jean-Yves Mollier

O dinheiro e as letras: História do capitalismo editorial

EDUSP

Jean-Yves Mollier mostra um estudo sobre o mercado editorial francês, ao mesmo tempo apresenta a história comparada dos editores e dos homens de letras, com foco especial na fundação das editoras que marcaram o cenário do país. Cada capítulo traz uma pesquisa sobre um indivíduo, uma família e uma empresa, mas não pretende deter-se nas biografias dos editores, e sim trazer indicações e hipóteses racionais sobre a atuação desses investidores, pequenos ou grandes, de forma a permitir comparações e possibilitar uma “tipologia” desses editores.

Orfeu, o encantador

Guy Jimenes

Orfeu, o encantador

Cia. das Letras

<p>Orfeu é um dos heróis gregos mais conhecidos entre nós, talvez pela consagrada versão de Vinicius de Moraes, que transplantou o mito ao Carnaval e aos morros cariocas da década de 1950. Com sua arte, Orfeu consegue comover até mesmo Hades,o deus dos infernos, que permite ao jovem levar sua amada de volta, com a condição de que no caminho ele não olhe para ela. O final da história, como muitos sabem, é dos mais trágicos. Como nos outros volumes da coleção, este traz um mapa da Grécia antiga, uma árvore genealógica das personagens, um glossário e um apêndice sobre a origem do mito e as várias interpretações que recebeu, além de apresentar as obras de arte inspiradas por ele, inclusive algumas realizadas no Brasil.</p>

Platão

Jean-François Mattéi

Platão

UNESP

<p>Esta obra, interpretação inédita do pensamento platônico, tenta estabelecer como o discípulo de Sócrates fundou a filosofia articulando o logos dialético e a hipótese das Ideias (eidos). Uma mesma estrutura de pensamento, presente tanto nas narrativas míticas quanto nas discussões científicas, emerge assim dos diálogos para evocar a formação da alma e a ordem do mundo (cosmos), a lei que governa a cidade (nomos), e o ensinamento moral do mito (mutos), da narrativa da caverna à lenda da Atlântida.</p>

O caso Dominique

Françoise Dolto

O caso Dominique

Zahar

Françoise Dolton, psicanalista membro da escola Freudiana de Paris e dedicada especialmente à psicanálise das criança, registrou com absoluta fidelidade todos os fatos dessa análise, caso raríssimo na história das publicações psicoanalíticas. Graças a esse livro, podemos ver um espetáculo de um emocionante adolescente perdido em um universo sem limites, incluindo os de espaço e tempo, e que, num deserto de palavras, busca um indício para tentar reencontrar sua ordem. O resultado não poderia ser mais surpreendente: o jovem, que no começo do tratamento era apenas uma espécie de personagem abstrato, quase um fantasma, e para o qual o imaginário era a única lei, aceita progressivamente uma realidade, que se tornará a base de seu comportamento.

Georges Canguilhem, um estilo de pensamento

Pierre Macherey

Georges Canguilhem, um estilo de pensamento

Almeida & Clément Edições

Pierre Macherey é professor emérito da Universidade de Lille 3, onde coordena o seminário Philosophie au sens large. Ao lado de Jacques Rancière e Etienne Balibar, trabalhou com Louis Althusser na elaboração do marcante Ler o Capital. A série de artigos aqui apresentados recobre o período que vai de 1963 a 1996. Com a verve e a pertinência que o caracterizam, Pierre Macherey analisa nestes quatro estudos a problemática das normas e da filosofia da vida desenvolvida por seu antigo professor, Georges Canguilhem. Ao mesmo tempo, o autor sublinha a inovação de um pensamento audacioso e engajado do qual Foucault, e tantos outros depois dele, se reconhecerão orgulhosamente herdeiros. Assim, P. Macherey nos apresenta uma visão sistemática dos trabalhos de G. Canguilhem, trabalhos marcados tanto por aqueles de uma crítica ao dogmatismo, seja ele metafísico ou científico.

História da Morte no Ocidente

Philippe Ariès

História da Morte no Ocidente

Nova Fronteira

Os ensaios que compõem a “História da morte no Ocidente” se converteram, desde sua publicação pela primeira vez em 1975, já em clássicos, e nos apresentam a fascinante história da mudança gradual na percepção sobre a morte, vista como algo familiar e “domesticado” no mundo medieval, e maldita na concepção moderna. É leitura obrigatória na bibliografia dedicada a nossa relação com a morte, seu papel na configuração de um entorno cultural e as formas de intercâmbio que nele se desenvolvem.

A História do Medo no Ocidente

Jean Delumeau

A História do Medo no Ocidente

Companhia das Letras

Ao tomar como objeto de estudo o medo, Jean Delumeau parte da ideia de que não apenas os indivíduos mas também as coletividades estão engajadas num diálogo permanente com a menos heroica das paixões humanas. Revelando-nos os pesadelos mais íntimos da civilização ocidental do século XIV ao XVIII – o mar, as trevas, a peste, a fome, a bruxaria, o Apocalipse, Satã e seus agentes -, o grande pensador francês realiza uma obra sem precedentes na historiografia do Ocidente.

Este livro recebeu apoio do PAP (Programa de Apoio à Publicação Carlos Drummond de Andrade) da Embaixada da França no Brasil.

Cinefilô

Ollivier Pourriol

Cinefilô

Jorge Zahar

Acreditando piamente que a sala escura do cinema é um ambiente que permite a rara fusão da imaginação com a racionalidade, o francês Ollivier Pourriol teve uma idéia inusitada : ensinar filosofia através de enredos de filmes cultuados no mundo inteiro. Este livro traz as aulas ministradas pelo autor em torno da obra do francês René Descartes (1596-1650) e do holandês Baruch de Spinoza (1632-1677). Descartes inaugrurou o racionalismo na Idade Moderna, com o seu “Penso, logo existo”. Ao contrário de Descartes, Spinoza achava que a emoção só pode ser suplantada por outra emoção – jamais pela razão.

Este livro recebeu apoio do PAP (Programa de Apoio à Publicação Carlos Drummond de Andrade) da Embaixada da França no Brasil.

Sistema da Moda

Roland Barthes

Sistema da Moda

Martins Fontes

Imprevista, mas regular, sempre nova e sempre inteligível, a moda nunca deixou de despertar o interesse de psicólogos, estetas e sociólogos. Roland Barthes, porém, a examina de um ponto de vista novo. Captando-a através das descrições da imprensa, ele desvenda um sistema de significações e a submete pela primeira vez a uma verdadeira análise semântica: como os seres humanos constroem sentido com o vestuário e a fala? Este livro, que se tornou um clássico, é um dos exemplos mais brilhantes de aplicação da semiologia a um fenômeno cultural.

Este livro recebeu apoio do PAP (Programa de Apoio à Publicação Carlos Drummond de Andrade) da Embaixada da França no Brasil.

Uma Introdução à Sociologia Compreensiva

Patrick Watier

Uma Introdução à Sociologia Compreensiva

2009

“O termo sociologia compreensiva (verstehende Soziologie) pertence sem dúvida a M. Weber, que (…) tentou ao mesmo tempo lhe fornecer uma definição e circunscrever seu campo. Para apreender a problemática na qual ele se inscreve, será necessário primeiramente apresentar as teorias de W. Dilthey e de G. Simmel, que encaram, cada um à sua maneira, os problemas da compreensão e assinalam as condições gerais de um tal processo. Para isso, eles tiveram de se confrontar com as tentativas de fundação das ciências humanas que se apoiavam na psicologia. Tais empreendimentos caracterizam o espaço de pensamento germânico, e mais precisamente ainda todos os pensamentos ligados à filosofia idealista da história e à crítica da razão histórica.” (Trecho da apresentação da obra)

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Cinematógrafo: Um Olhar Sobre a História

Jorge Nóvoa, Soleni Biscouto Fressato e Kristian Feigelson

Cinematógrafo: Um Olhar Sobre a História

EDUFBA / UNESP

O principal objetivo desta obra é reforçar as pesquisas científicas entre os pesquisadores franceses e brasileiros no domínio das relações entre o cinema e as sociedades que denominamos, a partir de Marc Ferro, de cinema-história. O livro reúne contribuições de pesquisadores reconhecidos em três áreas principais: os fundamentos teóricos da história e das ciências sociais e da representação dos processos históricos, a construção e a reconstrução do passado no cinema e os filmes como lugar de memória e de identidade que se cruzam no discurso fílmico. Os fenômenos são assim circunscritos a partir de um conjunto de suportes audiovisuais pouco abordados no Brasil, sob o ângulo da teoria cinema-história.

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Syngué Sabour. Pedra de Paciência

Atiq Rahimi

Syngué Sabour. Pedra de Paciência

Estação Liberdade

Atiq Rahimi compôs pequena obra rica em concisão e poesia (“no Afeganistão as crianças aprendem a ler na escola com os grandes poetas do passado”), onde ressurge o pranto da mulher, uma mulher afegã, voz de todas as mulheres do mundo, incompreendida pelo marido mais apegado a sua Kalashnikov que às contendas da carne – o casamento se consumaria anos depois das bodas. Pedra-de-paciência é o nome de uma pedra mágica que acolhe os lamentos de quem se confidencia a ela. O dia em que ela receber tristezas demais, explodirá em erupção apocalíptica. Aqui, a mulher revela seu desejo, seu desamparo, sua dor, sua condição feminina, ao marido inerte após ter recebido uma bala na nuca, enquanto na rua os tanques, as granadas, os fuzis e os combatentes imberbes impõem a lei da guerra fratricida. Com esse livro, Atiq Rahimi ganhou o prêmio Goncourt em 2008.

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Contornos do dia que vem vindo

Léonora Miano

Contornos do dia que vem vindo

Pallas

Depois da guerra que devastou Mboasu, um país africano imaginário, os pais não conseguem mais cudar de seus filhos. Estes são expulsos de casa, acusados de serem a causa de todos os males. Contornos do dia que vem vindo conta a trajetória de uma dessas crianças: uma menina chamada Musango, determinada a reencontrar sua mãe para, assim, compreender sua própria história. Ao acompanharmos a busca de Musango, testemunhamos a angústia e o crescimento de uma criança perdida no meio de um país atormentado pela violência, pela prostituição e pela superstição religiosa. O olhar com que a jovem observa a África, o seu povo e sua vida, que ama e odeia ao mesmo tempo, é o de alguém que foi obrigado a crescer rapidamente, mas que, apesar disso, segue cheio de esperanças no futuro.

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Crônicas Birmanesas

Guy Delisle

Crônicas Birmanesas

Zarabatana

Desta vez o autor da aclamada graphic novel Pyongyang traça um retrato atemporal, incisivo e sensível de Myanmar, onde permaneceu por 14 meses, acompanhando sua mulher, que trabalha para a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF). Em Crônicas Birmanesas ele narra sua estada no país, onde aos poucos foi descobrindo a realidade política, social, cultural, religiosa e de saúde desta nação asiática governada por uma junta militar, e onde a economia é dominada por grandes grupos industriais internacionais. Revistas e jornais censurados a golpes de tesouras, apagões diários em toda a cidade, regiões isoladas do resto do mundo pelos militares, internet monitorada pela censura, populações de vilas inteiras entregues à dependência de heroína e a líder de oposição, Aung San Suu Kyi, confinada em prisão domiciliar por mais de uma década. Esses temas são mesclados com outros mais leves, como o dia-a-dia com seu pequeno filho Louis, sua estada para meditação em um templo budista ou a alienação dos estrangeiros que ali habitam, formando um retrato do país, com muito humor, crítica e informações a que dificilmente teríamos acesso.

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Varennes: A Morte da Realeza

Mona Ozouf

Varennes: A Morte da Realeza

Cia. Das Letras

Em meio aos episódios tumultuosos e sangrentos que compõem a saga da Revolução Francesa, um deles se destaca pela ausência quase total de violência e aparente inocuidade: a fuga do rei Luís XVI, na noite de 20 de junho de 1791, abortada 36 horas depois no vilarejo de Varennes. Com a pressão popular de 1789, o monarca fora obrigado a deixar a distante Versalhes e instalar-se no palácio das Tulherias, no centro de Paris, bem como tivera de engolir artigos da nova Constituição que limitavam muito seus poderes. Insatisfeito e considerando-se prisioneiro num palácio úmido e frio, ele se passa ridiculamente por burguês e, acompanhado de toda a família, tenta escapar para Montmédy, na fronteira leste do país, onde estão forças monarquistas leais. Acontece que no meio do caminho ele é reconhecido e mandado de volta para a capital. A própria Assembleia tenta abafar o alcance do evento, fingindo acreditar num “rapto” do rei, preocupada que está em institucionalizar a Revolução e retomar a vida “normal” do país. Mas a verdade é que essa “viagem” representa uma fratura na história francesa e terá consequências indeléveis: ela destrói a imagem de um Luís XVI paternal, provoca o divórcio entre o rei e a nação, lança sobre o monarca a suspeita de traição ao povo, abre espaço para a ideia republicana até então pouco divulgada e renova a turbulência revolucionária que desembocará no Terror, do qual Luís XVI será uma das primeiras vítimas. Em Varennes – A morte da realeza, a eminente historiadora Mona Ozouf reconstitui essa história que deu origem a muitas obras de ficção e ao extraordinário filme de Ettore Scola, Casanova e a Revolução, com o estilo saboroso de uma contadora de histórias e a argúcia de uma pesquisadora que evita as simplificações e sai em busca dos detalhes significativos que compõem um quadro complexo de um momento decisivo da Revolução Francesa e, por conseguinte, da história da humanidade.

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História do Cristianismo

Alain Corbin

História do Cristianismo

WMF Martins Fontes

O cristianismo impregna a vida cotidiana, os valores e as opções estéticas até mesmo dos que o ignoram. Ele contribui para o desenho da paisagem dos campos e das cidades. Às vezes, ganha destaque no noticiário, mas os conhecimentos necessários à interpretação dessa presença se apagam com rapidez. Com isso, a incompreensão aumenta. Admirar o monte Saint-Michel e os monumentos de Roma, de Praga ou de Belém, contemplar os quadros de Rembrandt, apreciar verdadeiramente certas obras de Stendhal ou Victor Hugo implica poder decifrar as referências cristãs que constituem a beleza desses lugares e dessas obras-primas. Entender os debates mais recentes sobre a colonização, as práticas humanitárias, a bioética, o choque de culturas também supõe um conhecimento do cristianismo, dos elementos fundamentais da sua doutrina, das peripécias que marcaram a sua história, das etapas da sua adaptação ao mundo.

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O Circo no Risco da Arte

Emmanuel Wallon (org.)

O Circo no Risco da Arte

Autêntica

Durante mais de dois séculos, o circo inventou suas relações próprias com o corpo, a palavra, o objeto e o espaço sem deixar de manter sedutoras relações com outras disciplinas. Provenientes de novas escolas, as companhias de hoje desestruturam as categorias e as hierarquias tradicionais, concebendo obras nas quais a proeza não está mais em primeiro plano. A gente do circo contesta a noção de gênero menor inserindo-se com isso nas noções usufruídas pelas artes cultas? Os autores deste livro exploram um universo em que a noção de risco artístico recobre todas as direções.

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Atlas da Mundialização

Marie-Françoise Durand, Delphine Placidi, Benoît Martin e Philippe Copinschi

Atlas da Mundialização

Saraiva

Verdadeira caixa de ferramentas, este Atlas, concebido por um cartógrafo, uma geógrafa e dois cientistas políticos, é fruto do trabalho coletivo desenvolvido a partir do curso Espaço mundial, uma das principais disciplinas ministradas em Science Po (Fondation Nationale de Sciences Politiques), Paris, França. Esta edição 2009 do Atlas da Mundialização, finalmente disponível para o público brasileiro, em língua portuguesa, mantém as características que fizeram dessa uma obra de referência em sua área: •cartografia precisa; •entradas temáticas desenvolvidas em páginas duplas e espelhadas, índice analítico e remissivo; •dados estatísticos, mapas e gráficos totalmente atualizados; •documentos inéditos sobre as mais recentes problemáticas do espaço mundial contemporâneo; •textos sintéticos; •projeto visual claro, arejado, que permite acesso imediato às definições e legendas das fotos.

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O Novo Espírito do Capitalismo

Luc Boltanski e Ève Chiapello

O Novo Espírito do Capitalismo

WMF Martins Fontes

Enquanto o capitalismo prospera, a sociedade se degrada. Ao lado do crescimento do lucro, cresce a exclusão. A verdadeira crise não é do capitalismo, mas sim da crítica ao capitalismo. Essa crise é analisada desde as raízes pelos sociólogos Ève Chiapello e Luc Boltanski, que traçam o perfil do novo espírito do capitalismo a partir de um exame inédito dos textos de gestão empresarial que alimentaram o pensamento do patronato, irrigaram as novas formas de organização empresarial: a partir de meados da década de 70, o capitalismo renuncia ao princípio fordista de organização hierárquica do trabalho e passa a desenvolver uma nova organização em rede, baseada na iniciativa de seus atores e na autonomia relativa do trabalho, mas à custa de garantias materiais e psicológicas. Esta obra sem igual é um convite à retomada das duas críticas complementares à crítica estética e à crítica social.As questões que deram origem a este livro nasceram da guinada quase completa da situação e das pequenas resistências críticas que, afinal de contas, foram opostas a essa evolução.

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Negrinha

Jean-Christophe Camus e Olivier Tallec

Negrinha

Desiderata

No singelo cotidiano de uma menina de treze anos, aparentemente ingênua e semelhante a qualquer uma de suas colegas, uma sequência de acontecimentos insólitos dá início a uma aventura inesperada. Desde então, Maria entra em contato com uma faceta de sua cidade e de sua própria identidade, que ela nem sequer imaginava existir. Seguindo os passos da protagonista, o leitor percorre vários espaços da complexa cartografia carioca – paisagens tão próximas e tão distantes, como o morro do Cantagalo e o nobre bairro de Copacabana no auge de seu esplendor, durante os anos 50. Nesses cenários, desfilam os mais diversos personagens: a babá, o vendedor de amendoim, a dondoca, o porteiro e até mesmo o sambista Cartola, em uma espécie de participação especial.

O sabor do arquivo

Arlette Farge

O sabor do arquivo

EDUSP

O uso do arquivo e sua relação com a escrita da história constitui o objeto de reflexão deste ensaio de Arlette Farge, que escreve a partir de sua experiência ao trabalhar com documentos policiais do século XVIII conservados na Biblioteca do Arsenal e no Arquivo e na Biblioteca nacionais da França. Escrita do ponto de vista de uma historiadora tomada de paixão pelos arquivos, a narrativa descreve o mundo das bibliotecas em tom muitas vezes pessoal e irônico, convidando o leitor a participar do prazer de frequentar esses espaços onde a monotonia do copiar contrasta com as peripécias nelas descritas, onde a solenidade do ambiente parece não comportar a vivacidade dos acontecimentos e personagens que habitam os registros ali depositados, onde o silêncio sepucral é interrompido pelo murmúrio de milhares de palavras e frases registradas nos documentos.

O desafio biográfico escrever uma vida

François Dosse

O desafio biográfico escrever uma vida

EDUSP

Neste livro, François Dosse, sem negar a evolução do gênero biográfico – que decerto sofreu alterações profundas – distingue três modalidades de abordagem biográfica: a idade heroica, a idadde modal e, por fim, a idade hermenêutica. Para ele, ao se detectar uma evolução cronológica entre essas três idades, ver-se-á claramente que os três tipos de tratamento da biografia podem combinar-se e aparecer no curso de um mesmo período. O caráter híbrido do gênero biográfico, a dificuldade de classificá-lo numa disciplina organizada, a pulverização entre tentações contraditórias – como a vocação romanesca, a ânsia de erudição, a insistência num discurso moral exemplar – fizeram dele um subgênero há muito sujeito ao opróbio e a um déficit de reflexão. Desprezado pelo mundo sapiente das universidades, o gênero biográfico nem por isso deixou de fruir um sucesso público jamais desmentido, a atestar que ele responde a um desejo que ignora modismos.

Mein Kampf: A história do livro

Antoine Vitkine

Mein Kampf: A história do livro

Nova Fronteira

Antoine Vitkine procura entender os efeitos do livro Mein Kampf, escrito por Hitler. Uma tentativa de responder a perguntas como: Como o livro foi escrito? Por que razões teve um papel essencial na subida de Hitler ao poder? Vitkine escreve Mein Kampf: a história do livro como investigação ao efeito que a narrativa de Hitler continua tendo nos dias de hoje.

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O Ateliê de Giacometti

Jean Genet

O Ateliê de Giacometti

Cosac Naify

O escritor e dramaturgo francês Jean Genet (1910-1986), autor de As criadas, escreve sobre sua amizade com o escultor suíço Alberto Giacometti (1901-1966), reproduzindo conversas e buscando compreender uma das mais importantes obras escultóricas do século XX, que reflete o mal-estar espiritual europeu do pós-guerra. [Texto do editor] leia mais.

Paratextos Editoriais

Gérard Genette

Paratextos Editoriais

Ateliê Editorial

Gérard Genette faz neste livro um longo ensaio sobre o paratexto do texto literário: apresentação editorial, nome do autor, títulos, dedicatórias,epígrafes, prefácios, notas, entrevistas e debates sobre o livro, entre outros. Esse aparato, muitas vezes visível demais para ser percebido, pode atuar sem que seu destinatário o saiba. Genette procura, portanto, estimular o leitor a examinar mais de perto aquilo que, às escondidas e com tanta frequência, regula nossas leituras.

Rousseau e a ciência política de seu tempo

Robert Derathé

Rousseau e a ciência política de seu tempo

Barcarolla

Motivado pela polêmica em torno do pensamento de Rousseau – considerado gênio e inovador por alguns estudiosos e de interesse secundário para outros -, o autor analisa a doutrina política de Rousseau, sobretudo a partir de sua obra Contrato social, tentando separar as fontes que o teriam inspirado daquilo que é original em seu pensamento. Derathé toma como referência juristas como Grotius, Pufendorf e Burlamaqui, além de Hobbes, Locke, Bossuet e Montesquieu, considerados filósofos da política. A partir de obras desses pensadores, o autor propõe mostrar que a doutrina política de Rousseau provém de uma reflexão a respeito das teorias defendidas pelos pensadores vinculados à chamada Escola do Direito da Natureza e dos Povos, formada por representantes de diversos países da Europa nos séculos 17 e 18, e responsável pela formulação da maior parte dos axiomas políticos que influenciaram os filósofos daquela época.

Antologia teatral da latinidade

Diversos

Antologia teatral da latinidade

UFMG

<p>O objetivo da obra é levar ao público um pouco da cena teatral contemporânea, contribuindo, segundo argumentação da Editora UFMG, para “preencher o vazio das prateleiras de textos teatrais, bastante negligenciados pelo mercado editorial brasileiro”. Os autores têm seu percurso apresentado em introdução que oferece noção de sua importância nos respectivos países.</p>

A oficina do cosmógrafo

Frank Lestringant

A oficina do cosmógrafo

Civilização Brasileira

<p>Este livro retraça a gênese da obra de André Thevet (1516-1592), geógrafo e cosmógrafo que serviu à dinastia dos Valois e, no ‘Novo Mundo’, produziu o livro ‘As singularidades da França Antártica’, com uma documentação de qualidade sobre a flora, a fauna e os costumes dos índios do Brasil meridional. Analisando a geografia e a cosmografia, ‘A oficina do cosmógrafo’ mostra que uma civilização é avaliada por seus mapas – eles mostram sua percepção do Outro bem como a imagem que ela se faz dela mesma. Por seu trabalho, é criado um novo Universo.</p>

Sociologia das Relações Internacionais

Guillaume Devin

Sociologia das Relações Internacionais

UDUFBA / EDUFAL

<p>Guillaume Devin analisa os fatos internacionais enquanto fatos sociais além de apresentar um quadro analítico que busca ser abrangente e preciso. Nessa perspectiva, este livro procura não separar o empírico do teórico, a história do presente, antes nos leva a uma reflexão mais global acerca da transformação das relações internacionais. Dividido em quatro grandes partes, a primeira mostra as diferentes concepções históricas sobre as relações internacionais. A segunda parte é dedica à conjuntura internacional e a análise de diversos fatores (naturais, técnicos, demográficos, econômicos e ideológicos) que a definem. Os Estados, as organizações intergovernamentais e as forças transnacionais, atores dessas relações, são estudados no terceiro segmento do livro. Para finalizar, o autor descreve a estrutura e o funcionamento do sistema internacional.</p>

Dicionário de Ciências Humanas

Jean-François Dortier

Dicionário de Ciências Humanas

WMF Martins Fontes

900 entradas – Este dicionário enciclopédico coloca, à disposição de todos, conceitos (autismo, behavorismo, cidadania, positivismo etc.), autores (Pierre Bourdieu, Charles Darwin, Michel Foucault etc.) e palavras-chave da cultura contemporânea (bioética, placebo etc.) que formam o corpus atual das ciências humanas. Um dicionário ágil – cada conceito, apresentado a partir de exemplos expressivos, é acompanhado de um histórico e de uma descrição de seus diferentes usos segundo as disciplinas. Os quadros destacam um tema ou um exemplo: “O efeito coquetel”, “A família nuclear sempre existiu”, “As emoções são naturais ou culturais?” Por sua abertura aos diferentes campos das ciências humanas, por sua concepção pedagógica e dinâmica, este dicionário será o companheiro de trabalho de estudantes, uma referência para os profissionais de ciências humanas e um instrumento de cultural geral para um público amplo.

Do Princípio da arte e de sua destinação social

P.J.Proudhon

Do Princípio da arte e de sua destinação social

Autores Associados

A organização deste livro, constituído por diversos escritos, foi interrompido pela morte do autor em janeiro de 1865. Pouco depois, um grupo de seis amigos de Proudhon reuniu os textos que faltavam para completá-lo e publicou o conjunto sob o título Do princípio da arte e de sua destinação social. Nossa tradução brasileira é fiel à primeira edição, e inclui as explicações dos responsáveis por ela, expostas na Advertência ao leitor. Neste livro, o leitor encontra reflexões aprofundadas sobre o conceito de arte, a sua utilidade, se ela é um elemento de civilização ou decadência, sobre a faculdade estética do homem, sobre o sentimento de beleza que age em favor na natureza e outras questões próprias de um ensaio. Nesse sentido, todas as modalidades artísticas são englobadas por Proudhon. O leitor, com o livro, ainda terá a oportunidade de ver as constatações das diferentes formas de se pensar a obra de arte nos diferentes períodos (Idade Média, Renascimento, Reforma, Rev. Francesa, primeira metade do século XIX), além de um estudo crítico de David, Delacroix, Ingres, David de Angers e Rude, Léopold Robert, Horace Vernet, Chenavard e um exame minucioso de alguns quadros de Coubet. Como se não bastasse, o autor ainda encontra espaço para dar conselhos e falar da afirmação da escola crítica. Na mesma obra, há uma análise crítica de Émile Zola sobre a obra e o contexto de ensaios produzidos por Proudhon, além de uma discussão sobre a serventia da arte, pela qual Proudhon insistia em passar.

O inconsciente estético

Jacques Ranciere

O inconsciente estético

Editora 34

O autor não se propõe a entender como os conceitos freudianos se aplicam à interpretação de obras literárias e artísticas. Ao contrário, ele procura demonstrar como as formulações de Freud estão em estreita relação com os movimentos da arte ocorridos sobretudo a partir do romantismo, explorando as tensões entre a lógica do inconsciente freudiano e uma outra lógica, a do inconsciente estético.

Revoluções

Michael Löwy

Revoluções

Boitempo

Löwy é um pensador marxista brasileiro radicado na França, onde trabalha como diretor de pesquisas do Centre National de la Recherche Scientifique. É um relevante estudioso do marxismo, com pesquisas sobre as obras de Karl Marx, Leon Trótski, Rosa Luxemburgo, Georg Lukács, Lucien Goldmann e Walter Benjamin. Em seu livro, Revoluções, estão reunidos os principais registros fotográficos dos processos revolucionários do final do século XIX até a segunda metade do século XX. A obra resgata, assim, a trajetória daqueles que viveram movimentos contra hegemônicos e de inspiração igualitária, aliando rostos de anônimos que protagonizaram as lutas de classe a registros de dirigentes eternizados pela história, como Vladimir Lenin, Felix Dzerjinski, Leon Trotski, Béla Kun, Emiliano Zapata, Pancho Villa, Che Guevara e Fidel Castro. A edição brasileira conta ainda, com um apêndice exclusivo, no qual Löwy faz uma reflexão sobre os momentos de resistência que marcaram a história do Brasil.

A arte de ler: ou como resistir à adversidade

Michèle Petit

A arte de ler: ou como resistir à adversidade

Editora 34

Michèle Petit é antropóloga e pesquisadora do Laboratório de Dinâmicas Sociais e Recomposição dos Espaços, do Centre National de la Recherche Scientifique, na França. Possui obras traduzidas em vários países europeus e latino-americanos. Em seu novo trabalho, a autora reune experiências de diferentes tipos de leitores em contextos adversos, especialmente em países da América Latina, entre eles o Brasil. Neste livro a antropóloga francesa amplia os temas e aprofunda as análises de sua outra obra, Os jovens e a leitura, publicada em 2008 pela Editora 34. A autora investiga as diferentes maneiras pelas quais a forma narrativa pode atuar como educadora, ao mesmo tempo em que se afirma como um poderoso instrumento de resistência ao caos interior e à exclusão social.

Novos Rostos da Ficção Francesa: uma antologia

Luis Gomes

Novos Rostos da Ficção Francesa: uma antologia

Meridional

Quem sabe hoje em dia do que é feita a realidade contemporânea da ficção na França? Quem sabe esquecer um instante as horas gloriosas da História literária desse país para se concentrar verdadeiramente no quê, nesta hora em que redigimos estas poucas linhas, é produzido em termos de narrativa? Poucos são os que saberiam dar uma visão fiel deste assunto, de tal modo ele é florescente, variado, incoerente e de tal modo ele sofre para se manifestar ruidosamente sob o ângulo crítico, a se “definir” urbi et orbi. Todo o projeto desta breve antologia, forçosamente parcial, forçosamente tendenciosa, é para tentar desenhar um panorama da produção contemporânea acontecendo na França, através de algumas obras significativas, através das biografias de alguns de seus autores, através da definição de uma paisagem editorial. Por ocasião do Ano da França no Brasil, os idealizadores desta obra tentaram em suma um desvelamento que eles sabem incompleto, mas julgam muito útil.

Dicionário crítico do feminismo

Helena Hirata [et al.] (orgs.)

Dicionário crítico do feminismo

UNESP

O Dicionário Crítico do Feminismo reúne uma coletânea de rubricas redigidas por especialistas em cada uma das temáticas abordadas. Visa estimular a reflexão sobre a construção social da hierarquia entre os sexos e desenvolver um pensamento crítico feminista que favoreça a emancipação das mulheres e a igualdade na diferença. Esta publicação traz um repertório de conceitos estabelecidos pelas teorias feministas para abordar as questões de gênero, apontando como alguns paradigmas das Ciências Sociais estão fundamentados na dominação masculina. Nesse aspecto, possibilita a ampliação do debate interdisciplinar e pluralista do feminismo crítico contemporâneo. Este dicionário mostra como o mundo é marcado pela dominação das mulheres pelos homens num processo que, ao longo dos séculos, tem se transformado e assumido novas formas, sustentadas e fortalecidas não só por códigos sociais estabelecidos há décadas e impostos desde a infância, mas também por algumas políticas públicas (sociais, familiares e de emprego).

Derrida, um egípcio

Peter Sloterdijk

Derrida, um egípcio

Estação Liberdade

O filósofo alemão Peter Sloterdijk desenvolve neste livro uma série de reflexões feitas a partir da morte de Derrida. Mais do que uma simples homenagem, trata-se de lançar um olhar entre o modesto e o extremamente ambicioso sobre uma obra de cerca de oitenta volumes. Em vez de monumentalizar o conjunto dos textos de Derrida, tenta-se revê-lo com o recurso da pirâmide e de seu significado na civilização egípcia, além de expor o modo como se deu o advento do monoteísmo. Afirma o autor: “[...] já se pode ter desenhado o contorno principal de um retrato filosófico de Derrida: sua trajetória se definiu pelo cuidado vigilante de não se deixar fixar numa identidade determinada — cuidado este afirmado tanto quanto a convicção do autor de que seu lugar só podia se situar na linha de frente mais avançada da visibilidade intelectual.” A hipótese de Sloterdijk propõe que o pensamento derridiano corresponderia a um tempo em que os autores, em vez de tratar diretamente dos assuntos, preferem comentar outros pensadores que já abordaram os mesmos temas. Viveríamos então, numa época de leituras de segunda ordem, o que colocaria necessariamente Sloterdijk — leitor das leituras de Derrida — em uma posição de terceira ordem. Se assim for, talvez se torne necessário, diante do arguto e irônico ensaio que ora se publica, indagar se, desde os egípcios, e em seguida com os gregos, judeus, romanos e cristãos, os autores e as civilizações não estiveram sempre, de algum modo, propondo reflexões de segunda, terceira e quarta ordens — ao infinito. (Evando Nascimento)

Entre real e surreal

Marc Quaghebeur, Zilá Bernd, Leonor Abreu e Robert Ponge

Entre real e surreal

Tomo Editorial

Percorrer, através de uma seleção de textos, os dois últimos séculos da produção literária francófona da Bélgica, eis o desafio ao qual se propõe este volume. Esta obra mergulha o leitor na extraordinária proliferação de uma literatura que começa antes mesmo de 1830. Uma literatura que oscila, constantemente, entre real e surreal, considerando-se que suas relações com a história, com a língua, com a forma e com o mito, são tecidas através de sutis descompassos, patentes ou escondidos, com os modelos franceses.

O futuro da francofonia

Dominique Wolton

O futuro da francofonia

Sulina

Neste livro, O Futuro da Francofonia, Dominique Wolton reflete sobre o devir de uma língua falada por milhões de pessoas em todo o mundo e marcada pela produção de incontáveis obras de arte de primeira grandeza. Não se trata, como podem pensar os mais afoitos, de uma defesa patriótica de uma língua, mas da universalização de um princípio: a diversidade linguística como patrimônio inatacável. Todo país deve lutar para preservar sua identidade, sua cultura, sua história, sua língua. Nesta época de globalização, sob a pressão das potências econômicas, muitos países sentem a tentação de abrir mão do que lhes é mais caro em nome de uma suposta facilidade. A globalização, contudo, não pode significar homogeneização ou neocolonialismo. Ela precisa ser redimensionada em favor da diversidade cultural e pela diversidade cultural. Globalizar deve encurtar distância e estabelecer pontes, mas não empobrecer o repertório universal. Este livro de Dominique Wolton, ao falar do futuro da francofonia, aborda uma gama enorme de problemas, a começar pelo sentido da globalização. Afinal, precisamos de mais poliglotas ou de uma cultura dominada por uma única língua? A francofonia, assim como a lusofonia, pode, e deve, ser vista como resistência à uniformização? Ser moderno pode ser não ter medo de lutar em favor do que a ideologia hegemônica tenta rotular como anacrônico.

Mentira romântica e verdade romanesca

René Girard

Mentira romântica e verdade romanesca

É Realizações

Aquilo que habitualmente é catalogado como “crítica literária” pode ser dividido em dois grandes grupos: de um lado, as tentativas de teorias efetivamente científicas da literatura, que discutem e classificam as obras segundo sua natureza; de outro, textos talvez mais impressionistas, em que muitas vezes as obras são pretextos para se falar de assuntos relacionados. O primeiro grupo costuma ficar restrito à academia; o segundo circula entre o grande público, e pode ter um grande valor para a formação, não apenas intelectual, mas também de caráter. A obra de René Girard estabelece essa curiosa interseção. É científica na medida em que oferece um critério objetivo para a divisão das obras literárias em românticas ou romanescas. O modelo do desejo mimético – neste primeiro livro mais frequentemente chamado desejo triangular – também pode ser aplicado às relações de praticamente quaisquer personagens, à relação entre autor e leitor, entre autor e narrador, entre autor e autores, entre o autor e o desenvolvimento de sua obra, etc. Mas a obra de Girard, fazendo teoria da literatura, mostra que a literatura é uma tentativa de teorizar o desejo. Se a ciência explica a literatura, a literatura explica a vida. Aquelas impressões e intuições esparsas que norteavam a formação do caráter como faróis na noite escura são como que unificadas numa única grande luz.

A condição urbana

Olivier Mongin

A condição urbana

Estação Liberdade

Com a globalização, ei-nos projetados para o “pós-cidade”, para o “pós-urbano”. Na Europa, estávamos habituados a ver a cidade como um espaço circunscrito no qual se desenvolve uma vida cultural, social, política, tornando possível uma integração cívica dos indivíduos.. Somos agora confrontados de um lado com metrópoles gigantescas e sem limites, e de outro com o surgimento de entidades globais, em rede, cortadas de seu ambiente. A reconfiguração que ora ocorre suscita inquietação: iremos assistir ao declínio irremediável dos valores urbanos que acompanharam a história ocidental? Prevalecerão inelutavelmente a fragmentação e o estiramento caótico? Estaremos condenados a lamentar a polis grega, a cidade do Renascimento, a Paris das Luzes, as grandes cidades industriais do século XIX? Relembrando os elementos distintivos da urbe, Olivier Mongin assenta os fundamentos de um reflexão atual sobre a condição urbana. Vivemos numa época na qual a informação se troca de forma imaterial, mas de acordo com os fluxos do que com os lugares; como, nessas condições, refundar e reformular espaços urbanos de acordo com o nosso tempo?

A democracia contra ela mesma

Marcel Gauchet

A democracia contra ela mesma

Radical Livros

A democracia reina, sem reservas, absoluta. Dominou seus velhos inimigos, do lado da reação e do lado da revolução. Pode ser, no entanto, que ela tenha encontrado seu adversário mais perigoso: ela mesma. Este livro reúne textos escritos ao longo de vinte anos que examinam sob diferentes faces essa prodigiosa mudança. Vimos a democracia não apenas triunfar e avançar de maneira decisiva, mas voltar às suas origens ao pôr novamente em foco os direitos do homem e se remodelar com base naquela escola. Exceto que, por um retorno ainda mais inesperado, essa retomada dos primeiros princípios conduziu, na verdade, a solapar suas próprias bases. Ela se desfaz ao progredir. É essa dificuldade que Marcel Gauchet explora, da política à psicologia, passando pela educação. “Nada fracassa com o sucesso”, observou Chesterton. A democracia sobreviverá a seu triunfo?

A outra vida de Catherine M.

Catherine Millet

A outra vida de Catherine M.

Agir

Desde o primeiro relato de suas aventuras eróticas em A vida sexual de Catherine M. – que vendeu mais de dois milhões de exemplares e foi traduzido para mais de quarenta líguas -, Catherine Millet não deixa de surpreender o público com minúncias de sua trajetória de desejo sem freio, contadas com estilo sóbrio e elegante. A outra vida de Catherine M. revela as armadilhas do casamento aberto e um elenco infinito de amantes e ousadias, além de um ingrediente inesperado: o doloroso e incontrolável ciúime que sentiu por um único parceiro.

Estados de violência: ensaio sobre o fim da guerra

Frédéric Gros

Estados de violência: ensaio sobre o fim da guerra

Ideias e Letras

“A guerra mudou a tal ponto de aspecto que é preciso admitir que o que foi pensado sob seu nome durante séculos praticamento desapareceu. Ser-me-ão objetados evidentemente os atentados terroristas de Nova York, Madri, Londres, a situação ‘explosiva’ no Cáucaso ou no Oriente Médio, ou ainda alguns países da África ou da América do Sul, dilacerados por intermináveis conflitos internos, etc. Contudo, eu jamais quis dizer, ao escrever ‘a guerra não existe mais’ que a humanidade enfim entrou na paz perpétua. Depois da queda do muro de Berlim, acreditou-se que começava o fim da História. Com a derrocada do comunismo, todas as nações iriam se abrir ao liberalismo democrático; suas relações seriam reguladas por um amável comércio, com doces leis de câmbio e um quadro jurídico reconhecido por todos. Foi outra coisa que se produziu: o fim da guerra e o florescimento dos estados de violência. O fim da guerra não significa com efeito o fim das violências, mas sua redistribuição em configurações inéditas, cujos grandes princípios traçaremos em fim de percurso. O fim da guerra não significa sobretudo a paz, porque não é possível pensar a paz fora do horizonte da guerra.”

Obsessão por fronteiras

Michel Foucher

Obsessão por fronteiras

Radical Livros

Vivemos em um mundo dominado por fronteiras. Tendo como pano de fundo a filosofia política de Kant, para quem um cidadão é alguém que se sente pertencente à uma comunidade política nacional delimitada por “marcas” e “limites”, tanto no tempo quanto no espaço, Michel Foucher analisa em Obsessão por fronteiras o funcionamento do mundo “globalizado” e sua suposta ausência de barreiras. Ao contrário daqueles para quem o mundo é um gigantesco mercado – mundo em que as fronteiras são um obstáculo desnecessário e um custo adicional para a circulação de bens e serviços -, Foucher encara o desafio de pensar os impactos sociais, políticos e econômicos das constantes divisões teritoriais ocorrendo em nosso tempo.

Os filósofos e o amor: de Sócrates a Simone de Beauvoir

Aude Lancelin e Marie Lemonnier

Os filósofos e o amor: de Sócrates a Simone de Beauvoir

Agir

Em Os filósofos e o amor: de Sócrates a Simone de Beauvoir, dois milênios de ideias sobre o amor são resumidos para o leitor interessado em conhecer melhor esse sentimento tão peculiar, capaz de oscilar entre a mais sublime idealização da alma e o mais mundano deleite da carne. “O pensamento sobre o amor sempre foi escrito com o próprio sangue dos filósofos, com suas dificuldades singulares, suas neuroses, seus êxitos amorosos.”, garantem as autoras. Engana-se quem pensa que a filosofia se debruça sobre o tema com base na pura racionalidade lógica. Os fracassos de Nietzsche em suas investidas junto às mulheres e o perfil galanteador de Sartre certamente tiveram influência sobre suas maneiras próprias de pensar a experiência amorosa. É por esse motivo que o leitor vai encontrar aqui pitadas biográficas de grandes filósofos que revolucionaram o mundo – e amaram.

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BIBLIOFRANÇA

Portal do livro francês no Brasil, Serviço de Cooperação e Ação Cultural da Embaixada da França

ESCRITÓRIO DO LIVRO

Sediado no Consulado da França no Rio de Janeiro, faz a promoção do livro francês no Brasil e concede apoio aos profissionais do livro e da leitura

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Biblioteca, espaço de leitura, debate e reflexão

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