Com “Syngué sabour, pedra-de-paciência”, Atiq Rahimi recebeu o prêmio Goncourt 2008.
O autor, nascido em 1963, é um escritor afegão radicado em Paris. Chegou à França em 1980, como refugiado político. Ele já tem três romances publicados desde 2000, mas os precedentes tinham sido escritos em perse, a sua língua materna: “Foi necessário me cercar de quantidade de dicionários e de enciclopédias para conseguir escrever este em francês. Eu o fiz porque o francês é a língua da liberdade”.
Seu livro já é traduzido no Brasil pela Editora Estação Liberdade.
O júri Goncourt coroou Syngué sabour, expressão persa que significa “pedra de paciência” (o subtítulo do romance) de Atiq Rahimi, 46 anos, escritor afegão radicado em Paris.
Com Syngué sabour, pedra-de-paciência, Atiq Rahimi compôs pequena obra rica em concisão e poesia, onde ressurge o pranto da mulher, uma mulher afegã, voz de todas as mulheres do mundo, incompreendida pelo marido mais apegado a sua Kalashnikov que às contendas da carne – o casamento se consumaria anos depois das bodas.
Pedra-de-paciência é o nome de uma pedra mágica que acolhe os lamentos de quem se confidencia a ela.

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