Com “Le roi de Kahel”, Tierno Monénembo recebeu o prêmio Renaudot 2008.
Monénembo, 61 anos, deixou o seu país, a Guiné-Conacri, no final da década de 1960 para fugir à ditadura de Sekou Touré. Autor de vários romances, aborda nas suas obras o condicionamento a que estão sujeitos os intelectuais na África e a vida difícil dos africanos na França.
Em Le roi de Kahel, o escritor inspirou-se em Olivier de Sanderval, explorador francês da África ocidental no final do século XIX.
No começo dos anos 1880, Aimé Victor Olivier, apelidado Yémé e futuro Visconde de Sanderval, iniciou o projeto de conquistar o planalto Fouta-Djalon e de passar ali uma estrada de ferro. Hoje praticamente esquecido, ele foi um dos precursores da colonização da África Ocidental, e suas aventuras faziam muito sucesso nas revistas da época. Ao longo de suas cinco viagens, Sanderval ganhou a confiança do almâmi, o chefe supremo dos peul, que lhe concedeu o platô de Kahel e o autorizou a cunhar uma moeda com sua efígie. A partir deste personagem singular o autor nos oferece uma biografia romanceada, a epopeia solitária de um homem que quis construir para si um reino sob as barbas das administrações francesa e inglesa.

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