Com “Là où les tigres sont chez eux”, Jean-Marie Blas de Roblès recebeu o prêmio Médicis 2008.
O autor, nascido em 1954, é um escritor globe-trotter, viajante erudito e especialista em arqueologia submarina.
Seu livro, já em curso de tradução no Brasil, também recebeu os prêmios Roman Fnac e Jean Giono.
O livro conta a história de Eléazard von Wogau, jornalista correspondente de uma agência francesa, que mora já há alguns anos em Alcântara, uma cidade imaginária nos confins do nordeste brasileiro. Como tem pouco trabalho, se dedica à leitura da biografia de Athanase Kircher, jesuÃta alemão do século XVII, revelada em um manuscrito misteriosamente deixado pelos correios. A história desse padre barroco, um pouco cientÃfico, um pouco charlatão, apaixonado pelo orientalismo e pela matemática, se mistura a de outros personagens: Elaine, a ex-mulher de Eléazar, bela arqueóloga que partiu em inspeção pela floresta amazônica; Loredana, sedutora jornalista italiana; Nelson, garoto pobre da favela sedento por vingança; ou ainda Moema, a jovem idealista filha de Eléazar e Elaine.

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