Com “Personne”, Gwenaëlle Aubry recebeu o prêmio Femina 2009.
Nascida em 1971, Aubry é filósofa e romancista. Autora de vários romances e ensaios, como “Le diable détacheur” (Actes Sud, 1999), “L’isolée” (Stock, 2002), “L’isolement” (Stock, 2003) e “Notre vie s’use en transfiguration” (Actes Sud, 2007).
Seu livro tem como ponto de partida um manuscrito deixado por seu pai antes de morrer, tendo como única indicação uma nota intrigante “para romancear”. Após ter “se perguntado por muito tempo o que isso queria dizer“, a autora decidiu respeitar a indicação e pôde “através de personagens de ficção, se aproximar enfim do personagem opaco” que era seu pai. Uma espécie de reconstrução pelo romance, de reapropriação pelo distanciamento.

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